O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) deu nesta quinta-feira (30) uma notícia que deixou os usuários do Bolsa Família aliviados. O Senador disse que estabeleceu a instalação das chamadas comissões mistas. São grupos formados por senadores e deputados federais que terão o poder analisar Medidas Provisórias (MPs). Entre elas, está a do benefício social.
No início deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou a MP que mantém o Bolsa Família na casa dos R$ 600. Como no Brasil uma Medida Provisória tem força de lei assim que é assinada, as pessoas já estão recebendo o benefício com o patamar mínimo de R$ 600. Contudo, o texto tem uma validade.
De acordo com as regras regimentais, uma MP tem validade de quatro meses. Neste meio tempo, o Congresso Nacional precisa aprovar o documento para que ele se transforme em lei, e passe a valer também para além destes quatro meses. Na prática, uma aprovação do Parlamento garantiria o Bolsa Família de, no mínimo, R$ 600 até o final deste ano.
Entretanto, nos últimos dias este assunto acabou se tornando um problema. Um impasse envolvendo os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco sobre o processo de tramitação das MPs, fez com que o sistema ficasse paralisado, aumentando assim o risco de não aprovação da Medida Provisória do Bolsa Família.
A determinação de Pacheco
A nova declaração de Pacheco nesta quinta-feira (30) trouxe alívio para os usuários do projeto social, porque indica que Senado e Câmara podem estar chegando em um acordo. Aparentemente, as duas casas concordaram em realizar um rito para aprovar ao menos as MPs mais urgentes, como é o caso da Medida do Bolsa Família.



