O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou pedido de Habeas Corpus (HC 193967) ao estudante de Medicina D.A.P., indicado como hacker que liderava organização criminosa especializada em lesar correntistas de instituições financeiras entre 2016 e 2018. Estima-se que, em valores atuais, os desfalques chegam a R$ 150 milhões.
A defesa sustentava que o acusado já responde por esses crimes em outra ação e pedia o arquivamento de ação penal que tramita contra ele na Justiça estadual do Rio de Janeiro (RJ) pelo crime de furto qualificado e lavagem de dinheiro.
Invasão virtual
O estudante, que encontra-se preso desde janeiro de 2019, foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em razão da realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que prendeu preventivamente integrantes de organização criminosa liderada por hackers.
De acordo com a denúncia, os acusados invadiam virtualmente os computadores de outras pessoas e desviavam valores para contas de integrantes da quadrilha e de pessoas jurídicas que participavam do esquema criminoso.
Líder da organização criminosa
O MPRJ aponta que o estudante de medicina (D.A.P.) liderava invasores de sistemas informatizados de dados em Ponta Grossa (PR), em coordenação com grupo que atua no Rio de Janeiro. O objetivo do grupo era lavar o dinheiro por meio de contas correntes de pessoas que residiam em Barra Mansa (RJ), Planaltina (GO) e Ponta Grossa (PR).



