Na última semana, o crédito consignado do Auxílio Brasil recebeu várias críticas.
Nesse sentido, diferentes entidades de proteção ao consumidor levantaram uma campanha a fim de cancelar o serviço. Isto é, empréstimo para participantes de diferentes programas sociais como, por exemplo, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Auxílio Brasil.
Então, o atual presidente Jair Bolsonaro, editou um novo decreto que regulamenta a concessão do crédito consignado.
A proposta, que vem recebendo críticas de especialistas do setor econômico, não conta com nenhum limite de juros das instituições bancárias. Além disso, o texto também isenta a União de qualquer responsabilidade no caso de inadimplência do contratante da modalidade.
Assim, as entidades de defesa ao consumidor e profissionais que assinaram o documento, solicitam um prazo para a realização de estudos para identificar os possíveis impactos causados pela ação. Isto é, diante do alto risco de endividamento que o texto pode trazer aos cidadãos que participarem da modalidade.
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Entenda melhor, abaixo, quais são as análises dos críticos.
Entidades fazem pedidos sobre empréstimo
Por meio de nota oficial, com assinatura de mais de 300 entidades jurídicas, houve o pedido de:
“Que às instituições financeiras ou empresas públicas que irão operar o crédito consignado para o Auxilio Brasil e demais programas de transferência de renda, que apresentem estudos sobre quais medidas de prevenção adotarão para concessão de crédito responsável, considerando também oferta e abordagem, possibilidade de fraude, análise da capacidade de pagamento e o alto risco de piora da situação de sobrevivência dessas famílias.”
Ademais, sobre o tema, a atual coordenadora do programa de serviços financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) destacou os problemas da oferta.
“A concessão de crédito consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil, com desconto de parcelas diretamente do benefício, evidencia um alto risco de endividamento para quem já vive abaixo da linha da pobreza. Uma medida adotada sem estudos de impactos, que além do risco de inadimplência, indica que a política pública de transferência de renda é insuficiente para combater a pobreza extrema. Ao adotar o crédito como alternativa, com taxa de juros de mercado, concede aos bancos as garantias de receber quase o dobro, em detrimento da piora da condição de vida dos mais pobres, expostos também, ao assédio, imposição da oferta, fraudes e sem garantia se serão assistidos pelo programa até o final do pagamento do crédito”.
Empréstimo do Auxílio Brasil poderá ter juros altos
O Idec é uma das instituições que encabeça a solicitação. Assim, por meio de nota oficial, o Instituto relata que as taxas de juros do mercado financeiro atual, com percentuais entre 79% a 98%, são um dos problemas que mais preocupam.
Nesse sentido, segundo especialistas, um participante do Auxílio Brasil que solicite uma quantia de R$ 2.000 por meio da operação, terminaria com uma dívida de R$ 4.000. Portanto, trata-se de praticamente a metade deste valor se convertendo em lucros para as instituições bancárias.
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