Em visita ao Nordeste, o presidente Jair Bolsonaro (PL) deu mais algumas declarações sobre os projetos sociais do seu governo. Na ocasião, o chefe de estado elogiou o Auxílio Brasil. “Diferentemente do Bolsa Família… Lá atrás, com o Bolsa Família, quem fosse trabalhar perdia o benefício. Com o Auxílio Brasil pode trabalhar que não vai perder”, disse ele.
No entanto, a declaração pode induzir algumas pessoas ao erro. É verdade que existe um adicional do Auxílio Brasil que é pago para alguns indivíduos que conseguem um emprego. Entretanto, a continuidade dos pagamentos do benefício mesmo depois da assinatura da carteira possui algumas condicionantes que precisam ser citadas.
Segundo a lei que cria o Auxílio Brasil, um cidadão que consegue um emprego pode seguir recebendo o dinheiro do programa desde que a renda per capita atualizada seja menor do que R$ 525 por mês. Como se sabe, quem começa a trabalhar ajuda a aumentar a renda da sua família. Caso passe deste patamar, não pode mais receber o benefício.
Além disso, também é preciso lembrar que mesmo que o valor fique abaixo disso, os pagamentos do Auxílio Brasil não permanecem de maneira indefinida. Dessa forma, até as pessoas que respeitam as regras só podem receber o dinheiro do benefício por mais dois anos. Logo depois do prazo, o saldo é cortado da mesma forma.
Há ainda um terceiro ponto. De acordo com informações apuradas no início deste mês pelo jornal Metrópoles, o Ministério da Cidadania ainda não teria regulamentado este programa. Assim, ao menos neste momento, um cidadão que consegue um emprego ainda não pode se encaixar no período de transição, e pode ter que sair do projeto da mesma maneira.



