Em agosto, 26% do eleitorado brasileiro estava apto ao recebimento do Auxílio Brasil do Governo Federal. É o que aponta a mais recente pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no final da última semana. O panorama aponta que mais de ¼ dos cidadãos que devem votar nas eleições deste ano recebem a ajuda do poder executivo.
O dado explica o porquê de os principais candidatos ao cargo de presidente falarem sobre o assunto de maneira recorrente. Bolsonaro (PL), Lula (PT) e Simone Tebet (MBD), prometem manter o valor de R$ 600 do Auxílio também em 2023. Já Ciro Gomes (PDT) afirma que poderá elevar o patamar para a casa de R$ 1 mil por mês.
Entre as famílias que possuem uma renda per capita de até dois salários mínimos, 41% recebem o Auxílio Brasil. O patamar é alto justamente por causa das regras do programa. Para ter direito ao benefício é necessário ter uma renda per capita de até R$ 105. Quem recebe até R$ 210 também tem direito desde que resida com uma gestante ou um menor de 21 anos.
Outro estrato da população que também registra um alto número de usuários do programa é o que compreende a região Nordeste. Estima-se que 40% dos nordestinos estejam aptos ao recebimento do benefício. Estados como Bahia, Pernambuco e Ceará costumam liderar a lista de unidades da federação mais beneficiadas com o projeto.
Na pesquisa realizada na última semana, o Datafolha também perguntou quais eleitores querem que o Auxílio Brasil continue na casa dos R$ 600 em 2023. Para 82% da população, o benefício precisa ser mantido neste patamar, em vez de retornar aos R$ 400. Este grupo de respostas compreende não apenas os usuários do programa, mas todo o eleitorado.



