Nesta última terça-feira, alguns parlamentares se juntaram para solicitar que o STF (Superior Tribunal Federal) impeça a formação de fila de espera no Auxílio Brasil.
Isto é, trata-se da MP (Medida Provisória) que instituiu o programa social. Recentemente, esta medida passou pelo Senado Federal, onde sofreu algumas mudanças. Dentre estas, então, está a possibilidade de criação da fila de espera.
Anteriormente, quando o texto passou pela Câmara dos Deputados, estes decidiram por acabar com a fila de espera do Auxílio Brasil. Isso significa, portanto, que todos os brasileiros que cumprissem as regras de participação teriam o direito de receber o benefício.
Essa decisão é diferente de como o Bolsa Família vinha funcionando por toda sua existência, quando um novo beneficiário apenas entraria dentro da possibilidade de recursos.
Assim, o Senado retornou com este formato, depois da tentativa de alteração dos deputados federais.
Como a Câmara dos Deputados decidiu sobre a fila de espera?
Antes de ir para o Senado Federal, a Medida Provisória que institui o Auxílio Brasil passou pela Câmara dos Deputados. Nesta ocasião, então, os deputados haviam realizado uma série de alterações na medida.
Dentre elas, portanto, o texto que os deputados federais aprovaram definiu que o Governo Federal deveria atender todas as pessoas vulneráveis. Assim, a fila de espera do Auxílio Brasil terminaria.
Isto é, a quantidade de pessoas a serem atendidas pelo programa social não iria se vincular a um limite de recursos específicos. No entanto, havia uma exceção: todas as quantias que se referem aos benefícios complementares não entrariam para a regra. Tratam-se do Auxílio Esporte Escolar ou o Auxílio Inclusão Produtiva Rural, por exemplo.
Exatamente por esse motivo, então, esta versão da legislação iria contemplar mais brasileiros. Nesse sentido, a estimativa era de conseguir atender cerca de 20 milhões de pessoas. Para fins de comparativo, o Bolsa Família atendia pouco mais que 14 milhões e o Governo Federal vem pretendendo atender 17 milhões de famílias.
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O que o Senado Federal decidiu?
Quando o texto passou para os senadores, o relator Roberto Rocha (PSDB-MA), realizou uma emenda, ou seja, uma mudança, em que a fila de espera se vincularia a “dotações orçamentárias disponíveis”. Isto é, apenas seria possível que novos beneficiários entrassem na medida caso houvesse recursos para tanto.
Assim, a Medida Provisória teve aprovação do Senado no dia 02 de dezembro. Contudo, neste momento não houve contagem de votos, já que a decisão ocorreu por “votação simbólica”.
Além disso, no mesmo dia, a Casa Legislativa havia aprovado a PEC dos Precatórios, ou seja, a Proposta de Emenda Constitucional que o Governo utilizará para ampliar o Auxílio Brasil.
Desse forma, estima-se que o retorno da fila de espera pode resultar em 4 milhões de cidadãos vulneráveis sem um apoio governamental.
Recentemente, ainda, o STF também havia determinado que o Governo Federal precisaria incrementar um programa de renda básica aos mais vulneráveis. Além disso, os ministros também falaram sobre o fim da fila de espera. Nesse sentido, o governo entende que cumpriu a decisão com o Auxílio Brasil.



