O Governo Federal entregou ao Congresso Nacional a Medida Provisória (MP) do novo Bolsa Família. O programa, que vai passar a se chamar Auxílio Brasil, deve entrar em cena a partir do próximo mês de novembro. No entanto, no documento entregue pelo Palácio do Planalto não está claro quantos “invisíveis” poderão entrar no projeto.
Para quem não sabe, esse é o termo que define as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade mas que não estão recebendo o dinheiro de nenhum programa. São portanto brasileiros que não estão nem no Bolsa Família e nem no Auxílio Emergencial. Por algum motivo, o estado não está conseguindo identificar esses cidadãos.
Por isso, há uma grande discussão neste momento. O novo Bolsa Família vai conseguir de fato abarcar essas pessoas? Segundo as informações de bastidores, o número de beneficiários que devem entrar no Auxílio Brasil em novembro não deve ser muito alto. Membros do Ministério da Economia estão apostando em algo em torno de 2 milhões de brasileiros.
Não se sabe ao certo quantos invisíveis existem no Brasil hoje. Isso porque é muito difícil identificar essas pessoas. Muitas delas, por exemplo, não inscritas nem no Cadúnico, que é uma espécie de registro oficial do Governo Federal para indivíduos em situação de vulnerabilidade. Mesmo sem esse número dá para acreditar que não é pouca gente.
De acordo com dados de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais de um terço da população do país está em situação de fome ou pelo menos de necessidade alimentar. Em tese, é de se esperar que esses brasileiros estejam precisando da ajuda do estado. No entanto, neste caso, o sol não estaria nascendo para todos.



