O Governo não nega que o seu plano é começar os pagamentos do novo Bolsa Família no próximo mês de novembro. Só que uma ala do Palácio do Planalto está tão preocupada com as aprovações dos projetos no Congresso Nacional que ainda não descarta uma nova prorrogação do Auxílio Emergencial.
É que está tramitando no Congresso Nacional a PEC dos precatórios. De acordo com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, esse é o documento que pretende liberar o Governo para dividir essas despesas. Se isso acontecer, ainda na visão do chefe da pasta econômica, o Planalto encontraria espaço para pagar o Bolsa Família turbinado.
A questão é que uma ala do Governo teme que os parlamentares não consigam aprovar essa pauta. Nesta situação, essas pessoas alegam que o melhor a se fazer é aprovar uma nova prorrogação do Auxílio Emergencial. Isso porque o poder executivo poderia seguir atendendo os mais vulneráveis por mais tempo.
Não é isso o que o Ministério da Economia quer. De acordo com informações de bastidores, membros ligados ao Ministro Paulo Guedes acreditam que essa decisão poderia não ser favorável para o país. Eles temem que a União acabe se endividando ainda mais dentro deste cenário de pandemia.
Entusiastas da nova prorrogação defendem, no entanto, que o Governo não dê nenhum aumento. Hoje, de acordo com o Ministério da Cidadania, cerca de 35 milhões recebem parcelas que variam entre R$ 150 e R$ 375. Isso não mudaria nos possíveis meses adicionais do projeto em questão.



