Nesta segunda-feira (16) estreia mais uma edição do programa Big Brother Brasil. Um dos realities mais famosos do mundo estreia mais uma vez na TV Globo, e desta vez cercado de mistério sobre a premiação. De toda forma, um ponto já pode ser adiantado: o valor real da premiação está defasado de acordo com a inflação.
Se a Globo optar por conceder um reajuste de acordo com a pressão inflacionária dos últimos 13 anos, é possível dizer que o valor ideal ficaria na casa dos R$ 3 milhões. Ao menos é o que apontam os cálculos da planejadora financeira Janaína Cruz, da AVG Capital, para o portal Terra nesta semana.
“Se o reajuste deste ano seguir na mesma linha dos anteriores, isto é, se ele crescer uma média de 95% acima da inflação, podemos estar falando de um prêmio muito próximo a R$ 5 milhões”, concluiu Janaina Cruz. Ela considera que nas duas vezes em que a Globo concedeu reajuste, a emissora deu valores acima da inflação.
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) indica que houve uma corrosão do valor do real ao longo das últimas duas décadas. Assim, na prática o valor da premiação do Big Brother Brasil foi diminuindo ano após ano de modo que o vencedor seguinte sempre tinha uma perda do poder de compra em relação ao campeão do ano anterior.
Para se ter uma noção do tamanho do poder da inflação, os R$ 500 mil conquistados pelo primeiro campeão do Big Brother Brasil, Kléber Bambam em 2002 valiam mais do que os R$ 1,5 milhão conquistados por Arthur Aguiar, o campeão do programa em 2022. Em duas décadas, o poder de compra derreteu.


