O Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) decidiu reduzir novamente o teto dos juros dos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS. A redução já estava sendo anunciada pelo conselho, mas o tema vem causando polêmica entre o Governo Federal e os bancos do país.
Enquanto o Ministério da Previdência Social se mostra satisfeito com a redução do teto de juros do consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), as instituições bancárias são contrárias a essa decisão. Em resumo, esse embate pode afetar milhares de pessoas que utilizam os serviços de empréstimo dos bancos.
Com a decisão tomada pelo CNPS, o teto dos juros caiu de 1,84% para 1,80% ao mês. A publicação da resolução no Diário Oficial da União (DOU) ainda não ocorreu, mas a expectativa é que isso aconteça em breve. A saber, as novas taxas vão entrar em vigor no Brasil dentro de cinco dias úteis a partir da publicação.
Além disso, o CNPS também reduziu a taxa para a modalidade de cartão de crédito. Nesse caso, o limite dos juros passou de 2,73% para 2,67%.
Redução dos juros é justificada por corte da Selic
Vale destacar que o Ministério da Previdência Social havia proposto essa redução, usando como justificativa o corte de 0,5 ponto percentual da taxa Selic, a taxa básica de juro da economia brasileira, no último dia 1º de novembro, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
De acordo com a pasta, o teto de juros do consignado do INSS deve cair proporcionalmente à redução da Selic. A propósito, a taxa corresponde ao consignado convencional, que tem desconto na folha de pagamento do beneficiário.
Governo vem reduzindo o teto dos juros nos últimos meses
Em meados de agosto, o CNPS aprovou a redução da taxa máxima de juros dos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS. Em suma, o teto dos juros caiu de 1,97% para 1,91% ao mês.
Naquela ocasião, também houve redução da taxa para a modalidade de cartão de crédito. Nesse caso, o limite dos juros vai passar de 2,89% para 2,83%.
Já em outubro, houve uma nova redução, com a taxa de juros caindo para 1,84%, enquanto o limite recuou para 2,73%. Em suma, todas as decisões do CNPS se basearam no corte da Selic, que é a taxa básica de juro da economia brasileira.



