Com as novas regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a biometria passou a ser um dos temas mais discutidos entre aposentados, pensionistas e trabalhadores que pretendem solicitar benefícios previdenciários.
O anúncio de que, a partir de 2028, a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) será o único documento com biometria aceito levou muitos brasileiros a buscar informações para evitar problemas no futuro.
A transição já está em andamento: desde novembro de 2024, o cadastro biométrico é exigido em novos pedidos, e outras mudanças relevantes estão previstas para 2025 e 2026.
O objetivo é aumentar a segurança e agilizar a identificação dos beneficiários, reduzindo fraudes e tornando o acesso aos serviços mais eficiente. Com isso, surgem dúvidas sobre a emissão da nova CIN, as consequências para quem não atualizar o cadastro e os casos em que a biometria não será necessária.
Confira abaixo como emitir a nova carteira de identidade e evitar problemas com o benefício.
A nova regra de biometria do INSS: o que muda até 2028?
O INSS anunciou mudanças no processo de identificação dos beneficiários. Desde 21 de novembro de 2025, todos os novos pedidos de aposentadoria ou pensão passaram a exigir que o cidadão possua um cadastro biométrico válido.
Nesse primeiro momento, continuam sendo aceitas as biometrias já coletadas pela CIN (Carteira de Identidade Nacional), pela CNH e pelo Título de Eleitor.
A partir de 1º de maio de 2026, caso o requerente não possua biometria em nenhum desses documentos, será obrigatório emitir a nova Carteira de Identidade Nacional. Já a partir de 1º de janeiro de 2028, a CIN será o único documento com biometria aceito para todos os requerimentos e manutenções de benefícios, unificando o CPF como número único de identidade e facilitando a vida do cidadão.
Quem precisa fazer a biometria do INSS?
Além de novos aposentados e pensionistas, quem quiser manter benefícios ativos também terá que se adequar nos próximos anos. No entanto, o INSS garantiu que não haverá bloqueio automático para quem já recebe. Caso seja necessária alguma atualização, o cidadão será comunicado com antecedência para providenciar a documentação correta.
- Dispensados: Pessoas com mais de 80 anos, indivíduos com dificuldades de deslocamento por saúde (com laudo), moradores de áreas de difícil acesso, migrantes, refugiados, apátridas e brasileiros residentes no exterior.
- Exceção até 30 de abril de 2026: Salário maternidade, benefício por incapacidade temporária e pensão por morte não exigem biometria nesse prazo.
Passo a passo para emitir a nova Carteira de Identidade Nacional grátis

Imagem: Portal Gov.br
A emissão da nova CIN é um processo simples e gratuito para todos os brasileiros. Veja como realizar cada etapa de forma prática e rápida:
- Agende o atendimento: Procure o site oficial do órgão de identificação do seu estado, como o Instituto-Geral de Perícias ou Detran, e garanta seu horário.
- Documentação necessária: Separe CPF original, certidão de nascimento ou casamento e leve cópias simples desses documentos.
- Compareça ao posto: No dia agendado, chegue com antecedência portando toda a documentação e o protocolo do agendamento.
- Coleta biométrica: Serão colhidas suas digitais, assinatura e foto, registrando sua identidade biométrica no sistema nacional.
- Acompanhe a emissão: Pelo site do órgão, consulte o status do seu documento e aguarde a notificação de retirada.
- Retire o documento: Compareça ao local indicado quando for informado que já está disponível.
- Acesse a versão digital: Após a emissão, a CIN digital estará disponível na plataforma Gov.br, em “Meus Documentos”.
Por que a CIN é tão importante para o futuro do INSS?
Ao adotar a nova Carteira de Identidade Nacional, o INSS busca unificar a identificação dos cidadãos, dificultando fraudes e facilitando consultas. A mudança também reduz a burocracia, pois basta apresentar um único documento – sem mais aquela coleção de RGs, CPFs e comprovantes antigos!



