O presidente Jair Bolsonaro nega a possibilidade de redução dos salários dos servidores públicos, como vem sendo discutido, como medida de combater a crise na economia, em decorrência da pandemia de Coronavírus.
De acordo com o ministro da economia, Paulo Guedes, “o presidente Jair Bolsonaro não aceita falar disso”. No entanto, Guedes defende o congelamento de salários dos servidores por dois anos, no sentido de auxiliar na estabilização da economia.
Segundo a reportagem do O Globo, em uma reunião por videoconferência, com deputados do DEM, no último domingo (5), o eventual corte de salários pode gerar um efeito deflacionário. Entretanto, o congelamento permitiria a mesma economia, sem cair no mesmo risco de deflação. A equipe econômica do governo criou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) com objetivo de haver redução dos salários dos funcionários públicos em 25%, com equivalente redução de trabalho.
Guedes prevê que a crise econômica decorrente da pandemia dure de três a quatro meses. Segundo os dados do Ministério da Economia, medidas de combate ao Coronavírus devem custar aos cofres públicos cerca de R$ 224 bilhões, o que deve gerar um rombo aos cofres públicos de R$ 419 bilhões, considerando a queda da receita.
Coronavírus no Brasil
Até 15h40 desta segunda-feira, 06 de abril, as secretarias estaduais de Saúde divulgaram 11.721 casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 26 estados e no Distrito Federal. Segundo dados oficiais, são 516 mortes.


