Neste mês de maio, no dia 15, a Controladoria-Geral da União (CGU) publicou uma nova auditoria acerca do CadÚnico. Isto é, o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
Assim, o documento indica que a plataforma de dados apresenta inconsistências em diversos cadastros dos cidadãos.
É importante lembrar, ainda, que o CadÚnico é serve como base de dados de diversos programas sociais como, por exemplo, o Bolsa Família. Desse modo, a partir das informações da plataforma é possível definir quem cumpre as regras e pode acessar os benefícios.
Nesse sentido, a auditoria demonstrou que vários cadastros estão irregulares. Isto é, o que deixa estes cidadãos inaptos para participar dos programas ou, ao menos, sendo necessário regularizar suas informações.
As irregularidades foram revistas em reunião com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Isto é, o órgão responsável pela administração do Cadastro Único.
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As análises do documento são do ano passado, entre os dias 25 de abril e 16 de dezembro.
Quais são as irregularidades no CadÚnico?
De acordo com a CGU, o CadÚnico possui um total de 91,8 milhões de inscrições.
No que se refere a problemas com CPF, por exemplo, foi possível identificar:
- 5,5 milhões de cadastros sem o número de CPF. Isto é, 6% de todos, o que já é um número expressivo, considerando que é um documento básico de identificação;
- 322 CPFs vinculados a pessoas diferentes;
- 140 CPFs que não estão na base de dados da Receita Federal.
No entanto, apesar destas questões como os cadastros sem CPF, verificou-se, também, que esta ocorrência é menor para cadastros mais atuais. Portanto, a tendência é que este problema vá diminuindo.
Para além de situações com o CPF, a auditoria também identificou que o CadÚnico possui outras irregularidades como, por exemplo, com:
- Títulos de Eleitor;
- Datas de nascimento;
- Rendas autodeclaradas no CadÚnico com relação ao que consta em outras bases de dados;
- Óbito de pessoas do Cadastro, ao cruzar dados com o Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (SIRC) e o Sistema de Óbitos (SISOBI).
Por esse motivo, será importante resolver as questões para regularizar os programas que utilizam desta base de dados.
Como resolver as questões?
De acordo com a auditoria da CGU, existem algumas fragilidades para se atentar.
Nesse sentido, o documento aponta, por exemplo:
- Falta de viabilidade e economicidade da migração da gestão do CadÚnico para a Dataprev no contrato com a empresa;
- Interoperabilidade do CadÚnico com outras bases de dados, assim, seria possível melhorar a qualidade das informações;
- Processos de averiguação e de revisão cadastral das pessoas com inscrição.
Resolvendo estes pontos, então, o governo espera que as informações do CadÚnico se tornem mais confiáveis.
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Com a aplicação da fiscalização, portanto, será possível resolver questões de cadastros desatualizados. Isto é, visto que o documentos indica diversas famílias com cadastros ativos em outubro de 2022, mas sem atualização desde 2017. Assim, vê-se que estes cadastros passaram cinco anos sem atualização quando o governo requer uma atualização a cada dois anos, pelo menos.



