O ano começou com muitas novidades no setor de concursos. Aliás, uma notícia que está em alta é a possibilidade do nível médio voltar a ser requisito do cargo de Técnico Judiciário.
Em agosto de 2022, o Senado apresentou um projeto de lei que mudava a escolaridade do Técnico Judiciário. Dessa forma, passando de nível médio para superior. Então, a pauta foi aprovada pelos deputados e senadores.
Porém, em dezembro de 2022 o ex-presidente da República Jair Bolsonaro vetou o projeto, no entanto teve sua discordância derrubada pelo Congresso Nacional em sessão conjunta.
Quer saber mais detalhes sobre esse importante assunto? Então, não deixe de nos acompanhar até o final para conferir mais informações sobre a possível volta do nível médio para o concurso de Técnico Judiciário.
Saiba mais sobre a mudança de nível na escolaridade de Técnico Judiciário
Com a derrubada do veto, a Lei passou a exigir o Ensino Superior completo para o cargo de Técnico Judiciário, já para os próximos concursos dos Órgãos do Poder Judiciário da União.
Para contestar a exigência de nível superior nos processos de recrutamento de Técnicos Judiciários, a Associação Nacional dos Analistas Judiciários e o Ministério Público da União alegaram a Ação Direta de inconstitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A atribuição foi dada ao ministro Edson Fachin. Desse modo, a ação tem o intuito de exigir novamente a escolaridade mínima em nível médio para o cargo de Técnico Judiciário. Sendo assim, com a aprovação da mudança, o trabalho desse profissional poderá sofrer alterações.
Veja como a mudança de escolaridade pode afetar o Poder Judiciário
Para quem vai exercer a função de Técnico Judiciário, sabe que a mudança de nível médio para superior pode afetar a qualidade e o desempenho do profissional durante o seu período de atuação no cargo.
Segundo a Anajus, com a alteração da escolaridade, o técnico judiciário pode se recusar a desempenhar funções de menor complexidade que originalmente lhe eram atribuídas.
Ou então pode executá-las sem entusiasmo alegando que está cursando nível superior de ensino, prejudicando assim o Poder Judiciário.
Outra questão levantada pela entidade é que a passagem de nível médio para superior para o cargo de Técnico Judiciário estimula a ideia de comparação. Consequentemente, o que repercute negativamente na autoridade do judiciário.


