Em uma reunião com o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), os representantes de Centrais Sindicais entregaram uma proposta conjunta de Política Nacional de Valorização do Salário Mínimo. Se aceita, a nova regra poderá indicar como o valor dos pagamentos será definido nos próximos anos (2024, 2025 e 2026).
De um modo geral, as Centrais pedem para que o Governo Federal defina o valor do salário mínimo com base em dois elementos.
- Inflação do ano anterior;
- PIB dos anos anteriores.
Para além disso, as Centrais também estão pedindo para que o Governo aplique um aumento extra de 2,4% ao ano. Sindicalistas avaliam que esta seria a melhor forma de fazer com que o salário mínimo recupere o seu poder de compra depois de alguns anos sem nenhum tipo de aumento real no valor.
Ano a ano, a proposta entregue ao Governo seria esta:
- 2024: INPC acumulado no ano de 2023 + PIB de 2022 (2,9%) + 2,40%;
- 2025: INPC acumulado no ano de 2024+ PIB de 2023 + 2,40%;
- 2026: INPC acumulado no ano de 2025+ PIB de 2024 + 2,40%.
O valor adicional de 2,40% trata-se apenas de um piso. Na avaliação das Centrais, caso o PIB dos dois anos anteriores for maior do que o esperado, o Governo Federal poderia bancar uma elevação ainda maior para todos os trabalhadores.
As Centrais pedem ainda que esta proposta seja seguida também a partir de 2027. Eles avaliam que o formato precisaria ser seguido para que o salário mínimo corrigisse a sua defasagem.
Centrais pedem ajuda do Governo
Por meio de um documento publicado pelas Centrais Sindicais, ficou acertado que o pedido foi entregue ao Ministro Luiz Marinho, e que ele deverá repassar a ideia ao presidente Lula.



