Com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), estudantes de todo o país podem concorrer a vagas em universidades públicas e privadas, além de solicitar bolsas de estudo, participar de programas de financiamento estudantil e até ingressar em cursos superiores no exterior, com destaque para Portugal.
Desde 2009, o Enem passou a ter ainda mais relevância, sendo utilizado como critério de seleção em programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Pé-de-Meia Licenciaturas, além de processos seletivos próprios de diversas instituições.
A seguir, entenda como funciona cada um desses programas para acessar o ensino superior.
Sisu: ingresso em universidades públicas
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) utiliza as notas do Enem para selecionar candidatos a vagas em instituições públicas de ensino superior. Todos os anos, o Sisu oferece milhares de vagas para cursos em universidades federais, estaduais e institutos federais de tecnologia. Entre os requisitos mais relevantes está o fato de não poder ter zerado a redação e não ter participado do exame como treineiro na edição utilizada para inscrição.
Em sua última edição, mais de 274 mil vagas foram ofertadas em cerca de 7.300 cursos, envolvendo 136 instituições de todas as regiões do Brasil. O processo de seleção leva em conta a melhor média ponderada das últimas três edições do exame, dependendo do edital vigente, e observa as regras definidas pela Lei de Cotas, o que amplia as possibilidades para diferentes perfis de candidatos.
Prouni: bolsas de estudo em instituições privadas
O Programa Universidade para Todos (Prouni) é voltado para estudantes que desejam ingressar em faculdades privadas com o auxílio de bolsas de estudo. O programa oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50%), atendendo estudantes de baixa renda que tenham alcançado pelo menos 450 pontos de média no Enem e não tenham zerado a redação.
O processo de inscrição ocorre duas vezes ao ano e pode ser aproveitado por quem participou de qualquer uma das duas últimas edições do Enem. Importante destacar que os candidatos podem concorrer com as maiores notas de edições recentes, aumentando as possibilidades de obter a bolsa desejada.
Para bolsas integrais, a renda familiar per capita precisa ser de até um salário mínimo e meio. Já para bolsas parciais, o limite é de até três salários mínimos. Além disso, foi criado o Programa Bolsa Permanência Prouni, que oferece auxílio financeiro extra a estudantes de cursos em período integral, como medicina.
Fies: financiamento estudantil para graduação
Quem tem interesse em cursar faculdade privada e não dispõe de recursos suficientes pode recorrer ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Esse programa é destinado a estudantes com renda familiar per capita de até três salários mínimos. Entre os pré-requisitos estão ter obtido média superior a 450 pontos no Enem (em edições a partir de 2010) e não ter zerado a redação.
O Fies realiza dois processos seletivos regularmente, um no primeiro semestre e outro no segundo, acompanhando o calendário acadêmico do país. Desde 2024, metade das vagas passou a ser reservada ao público do Fies Social, aqueles inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e com renda familiar de até meio salário mínimo per capita.
O programa também adota cotas para pessoas com deficiência, indígenas, quilombolas e candidatos autodeclarados pretos e pardos, incentivando a inclusão e oportunidade.




