A medida provisória (MP) que estende a possibilidade de empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil foi aprovada pelo Senado Federal. Sendo assim, agora os cadastrados no programa podem autorizar o Governo a descontar dos benefícios os valores referentes ao pagamento mensal de empréstimos e financiamentos.
O texto estipula um limite de até 40% do valor recebido por meio do Auxílio Brasil. Dessa forma, os beneficiários estão limitados a utilizar somente uma parte dos seus ganhos para o empréstimo consignado.
Por se tratar de uma medida provisória (MP), o texto que libera o Empréstimo Consignado do Auxílio Brasil está em vigor desde que foi editado pelo Executivo, em março. A proposta já foi aprovada pela Câmara e agora segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.
A princípio, a votação da liberação do empréstimo consignado do Auxílio Brasil não estava prevista para a última sessão, na quinta-feira (07). Contudo, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), relator da matéria, pediu que o tema fosse pauta. No parecer, Alcolumbre sustenta que “há uma iminente necessidade” de facilitar o crédito às famílias brasileiras.
A fala do relator vai na direção da argumentação da MP, na qual o governo aponta que o acesso ao crédito é menor entre as famílias mais pobres, ao passo em que há uma queda no nível da renda e a elevação da inflação.
“Ou seja, grande parte da população mais pobre pode estar tendo que recorrer a fontes informais de crédito, que tanto podem ser ‘baratas’ (caso, por exemplo, de empréstimos entre familiares) quanto muito caras e arriscadas (caso de agiotas)”, afirmaram os ministérios da Economia, do Trabalho e da Cidadania.
O Governo estima que o empréstimo consignado do Auxílio Brasil represente uma injeção de R$ 77 bilhões na economia brasileira.
Empréstimo consignado e cartão de crédito consignado
O empréstimo consignado é aquele em que as parcelas mensais são descontadas automaticamente da folha de pagamento do salário ou do benefício do contratante. Já o cartão de crédito consignado funciona como uma ferramenta comum no momento da compra, mas a dívida é descontada assim como no crédito, direto na folha de pagamento.



