Depois de muita espera por parte dos candidatos, o Ministério da Educação aplicou neste domingo (5), a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mas a aplicação não ocorreu sem uma boa dose de polêmica. De acordo com o MEC, imagens do exame foram vazadas nas redes sociais durante a aplicação da prova.
Pelas regras gerais, o vazamento não poderia ter ocorrido, porque não é permitido que nenhum candidato use o celular para fotografar o exame, e muito menos é permitido que ele poste a foto nas redes sociais. De acordo com o Ministro da Educação, Camilo Santana, agentes de segurança já começaram a se mobilizar para entender o que aconteceu.
Os locais dos vazamentos
Os primeiros passos da investigação já começaram a ser dados, e os agentes descobriram que os vazamentos teriam partido de duas unidades da federação. São elas: Pernambuco e Distrito Federal. Segundo Santana, diligências já foram feitas. Ele também reiterou que mais casos podem ser encontrados em breve.
“A Polícia Federal (PF) já está investigando os fatos, inclusive fizeram duas diligências, uma em Pernambuco, onde um proprietário de conteúdo digital divulgou a imagem. Portanto, já houve esta diligência. A outra diligência ocorreu no Distrito Federal. Eu conversei com o Ministro Flávio Dino, conversei com o superintendente da PF”, disse Camilo Santana.
“A Polícia está engajada para identificar, fazer toda a investigação, e poderá fazer outras diligências nas próximas horas”, completou o Ministro da Educação, logo depois da realização da prova do Enem.
“Não há a menor dúvida de que essas imagens passaram a circular depois de o fechamento das provas, então não há nenhuma possibilidade de envolvimento de qualquer servidor do Inep, até porque eles não tiveram acesso a essas provas no momento de sua aplicação”, disse Manuel Palácios, presidente do Inep.

Enem pode ser cancelado?
Camilo Santana foi perguntado na coletiva deste domingo (5), sobre a possibilidade de cancelamento do Enem após a polêmica do vazamento de imagens. Entretanto, o chefe da pasta descartou esta ideia. Segundo ele, o problema ocorreu depois do início da prova, e nenhum estudante teria sido prejudicado.



