Uma guerra no Oriente Médio, a prisão de um presidente e a década mais quente da história. Tudo isso aconteceu nos primeiros três meses de 2026 — e pode estar na próxima prova do Enem ou vestibular.
O problema não é falta de notícia. É saber o que realmente importa estudar. Segundo o professor Sebastian Fuentes, do Curso Anglo, as bancas não cobram manchetes: usam os fatos como ponto de partida para testar conceitos que já estão no edital. Quem entende essa lógica para de tentar ler tudo e começa a ler o que vale.
A seguir, os cinco acontecimentos do primeiro trimestre de 2026 que os especialistas já apontam como favoritos para cair nas provas — e o que estudar a partir de cada um deles.
1. Intervenção dos Estados Unidos na Venezuela
No dia 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram levados para uma prisão americana. A ação gerou forte repercussão internacional e foi amplamente criticada por violar princípios do direito internacional.
O que pode cair nas provas?
Os vestibulares tendem a explorar temas como:
- O papel da ONU e as limitações do Conselho de Segurança diante de grandes potências
- O histórico das relações entre EUA e Venezuela
- A Doutrina Monroe (1823) e sua influência na política externa norte-americana para a América Latina
- A geopolítica do petróleo venezuelano
Com a prisão de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o poder e abriu espaço para uma maior aproximação política e econômica entre os dois países — outro ponto que pode aparecer nas provas.
2. Guerra entre EUA, Israel e Irã
Se 2025 já indicava tensão crescente no Oriente Médio, 2026 trouxe o conflito de forma direta. Desde 28 de fevereiro, ataques coordenados por Estados Unidos e Israel ao Irã marcaram o início de uma guerra que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.
Temas de Enem e vestibulares ligados ao conflito
As provas dificilmente cobram datas exatas. O foco costuma ser o contexto mais amplo:
- Intervencionismo ocidental no Oriente Médio
- Interesses geopolíticos ligados ao petróleo
- A Revolução Iraniana de 1979 e o histórico de desgaste das relações com os EUA e Israel
- Paralelos com invasões anteriores ao Afeganistão e ao Iraque
3. Estreito de Ormuz e a geopolítica do petróleo
A resposta iraniana aos ataques colocou em evidência o Estreito de Ormuz, única passagem marítima do Golfo Pérsico. Por ali passam cerca de 20% de todo o petróleo mundial, além de gás natural. O controle desse ponto estratégico representa uma das maiores vantagens do regime iraniano em qualquer negociação ou conflito.
Por que esse tema aparece nos vestibulares?
Um fechamento — mesmo que parcial — do estreito poderia reduzir a oferta global de petróleo e elevar o preço de derivados como gasolina e diesel em todo o mundo, inclusive no Brasil. As provas podem explorar:
- A cadeia produtiva global do petróleo e sua interdependência
- A soberania energética do Brasil (e a relevância da Petrobras nesse contexto)
- O impacto de crises energéticas nos preços dos alimentos
- A importância estratégica dos estreitos marítimos para o comércio internacional
4. Nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA no 1º trimestre de 2026
Divulgada em dezembro de 2025, a nova Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos deixa explícita a intenção do governo Trump de retomar a influência norte-americana na América Latina. O documento dialoga diretamente com a Doutrina Monroe — política estabelecida em 1823 que já foi tema recorrente em provas anteriores.




