O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos está estudando a possibilidade de criar uma prova nacional que unifique todos os concursos públicos para cargos no governo federal. A ideia é inspirada no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e busca democratizar o acesso aos cargos públicos, além de expandir a aplicação da prova para regiões mais remotas do país.
Um novo modelo de prova para concursos públicos
A proposta é que a prova siga o modelo de aplicação do ENEM, sendo levada a localidades mais isoladas e com um custo mais acessível. Assim como no ENEM, a prova para concursos públicos também abordaria questões de conhecimentos gerais, além de questões específicas relacionadas às áreas escolhidas pelos candidatos.
A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, destaca que esse novo modelo de prova é uma forma de democratizar o acesso aos cargos públicos e fortalecer o Estado brasileiro. A abertura de novas vagas no governo federal já foi anunciada, e a prova unificada busca tornar o processo de contratação mais eficiente e inclusivo.
Expandindo a aplicação da prova para regiões remotas
Segundo um estudo provisório realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a prova seria aplicada em 180 cidades, principalmente nas regiões Nordeste, Norte e Sudeste. A escolha dessas cidades visa garantir que a prova alcance regiões mais remotas do país e promova a igualdade de oportunidades para os candidatos.
A ministra Esther Dweck ressalta que a implementação da prova unificada nasce da constatação de que muitos órgãos federais estão há bastante tempo sem realizar concursos públicos. Além disso, a concentração das provas nas grandes cidades dificulta o acesso de candidatos de outras regiões. A experiência adquirida com o ENEM serviu de inspiração para remodelar os processos seletivos e torná-los mais acessíveis.
Consultas e sugestões de órgãos interessados
Para viabilizar o projeto, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos está consultando órgãos como o Ipea, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e a Advocacia-Geral da União (AGU). A ideia é coletar críticas e sugestões para aprimorar o modelo da prova unificada.



