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Futebol e IA impulsionam nova profissão: cientista de dados ganha espaço nos clubes

Veja o que faz um cientista de dados no futebol

Por Quézia Andrade· 4 min de leitura
Analista de dados esportivos acompanhando métricas em tempo real em um estádio de futebol moderno.

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A inteligência artificial trouxe novos protagonistas aos gramados: os cientistas de dados. Diferente do passado, quando treinadores e olheiros baseavam suas escolhas apenas na observação, atualmente algoritmos e grandes volumes de indicadores respaldam quase toda decisão relevante em boa parte das equipes profissionais.

Segundo relatório do portal esportivo Ge, mais da metade dos times da Série A do Brasileirão já utiliza departamentos de analytics para auxiliar processos em setores como scout, fisiologia, análise de mercado e monitoramento contínuo de atletas.

Veja a seguir como essa área vem conquistando destaque e o que faz.

O que faz um cientista de dados em clubes de futebol?

Profissional de análise esportiva utilizando dashboard de dados em tempo real dentro de um estádio de futebol.
Veja como atua um cientista de dados no futebol.
Imagem: Notícias Concursos

O papel desse especialista abrange desde a coleta e integração de dados vindos de jogos, treinos e dispositivos vestíveis, até a criação de indicadores próprios, painéis de análise e modelos preditivos capazes de antecipar padrões de desempenho. Entre suas principais tarefas destacam-se:

  • Analisar estatísticas detalhadas de partidas
  • Estudar padrões comportamentais e físicos
  • Propor indicadores de performance inéditos
  • Dar suporte à comissão técnica via relatórios e dashboards
  • Usar inteligência artificial para apoiar tanto departamentos médicos quanto de preparação física
  • Fornecer subsídios para contratações e avaliações periódicas de atletas

Como a Inteligência Artificial acelera a tomada de decisão?

Clubes profissionais apostam, cada vez mais, em inteligência artificial para reduzir o espaço da subjetividade. Com machine learning, avanços na análise computacional e fontes diversas de dados, tornou-se viável prever tendências de movimentação, antecipar cenários de jogo e recomendar alterações táticas.

Consultorias como a Ilumeo já apontam a presença do data science esportivo em áreas como:

  • Monitoramento da carga física e mensuração de fadiga
  • Análise automatizada de movimentação em campo
  • Controle técnico-tático durante treinos e partidas oficiais
  • Identificação de reforços a partir de algoritmos que consideram fatores técnicos, físicos e financeiros

Com base em estatísticas e tendências extraídas desses processos, dirigentes tomam decisões mais estratégicas, diminuindo riscos e aumentando a previsibilidade dos resultados.

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Caminhos para atuar com dados no futebol

A área ainda é recente, mas já há diversos caminhos de formação. Além dos cursos de graduação mais convencionais, como Ciência de Dados, Estatística, Inteligência Artificial, Matemática e Engenharia da Computação, há pós-graduações e certificações voltadas diretamente para o futebol.

CBF Academy oferece, por exemplo, uma pós-graduação em Análise de Desempenho e Ciências de Dados no Futebol, destinada a gestores e aspirantes a cientistas de dados esportivos. Cursos desse perfil combinam conteúdos tecnológicos, estatísticos e também de gestão esportiva, preparando profissionais aptos a atuar em clubes de ponta.

O que se aprende em especializações voltadas para dados esportivos?

  • Estatística aplicada: compreensão de métricas, probabilidades e indicadores de desempenho
  • Coleta e tratamento de dados: integração de informações de diversas fontes (GPS, plataformas de estatística, sistemas de rastreamento)
  • Lógica de gestão esportiva: estrutura dos clubes, processos de base e fluxos de decisão internos
  • Ética e legislação: privacidade dos dados e uso responsável das informações de atletas
  • Programação: domínio de Python, R ou linguagens similares para criação de modelos e automação de análises
  • Visualização de dados: construção de dashboards e relatórios para facilitar decisões técnicas
  • Machine learning: uso de algoritmos para identificar padrões e prever resultados
  • Big Data: soluções para armazenamento e processamento em escala de grandes bancos de dados esportivos
  • Métricas de alto impacto: avaliação da contribuição efetiva dos atletas durante partidas e campeonatos
  • Recrutamento analítico: cruzamento de indicadores para sugerir potenciais contratações
  • Projetos práticos: resolução de problemas reais dos clubes, desde o monitoramento até a gestão de elenco
  • Desenvolvimento de carreira: habilidades interpessoais e comunicativas em cenários multidisciplinares

Mercado de trabalho: onde estão as oportunidades?

O cientista de dados não fica restrito a clubes de futebol. O mercado já inclui federações, empresas especializadas em tecnologia esportiva, plataformas de estatísticas, startups dedicadas à análise de performance, consultorias, casas de apostas regulamentadas e agências de scouting.

O crescimento das áreas de IA aplicada ao esporte deve criar novas funções e segmentos em constante renovação, tornando-se uma das carreiras mais promissoras para especialistas em tecnologia que desejam unir paixão e trabalho.

Remuneração

Segundo levantamentos recentes, o piso da remuneração média fica na casa dos R$ 7,3 mil, podendo ultrapassar R$ 18 mil para profissionais com mais experiência e atuação em segmentos altamente especializados. Projetos mais complexos e cargos de liderança tendem a remunerar ainda mais, principalmente em clubes de grande estrutura.

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Quézia Andrade

Escrito por

Quézia Andrade

Biomédica CRBM2 nº 17394. Redatora especialista de conteúdos de Estética, Nutrição e Concursos Públicos do grupo Sena Online.

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