Mais de 51 milhões de brasileiros já trocaram o RG antigo pela nova Carteira de Identidade Nacional. E o número deve crescer rápido nos próximos meses.
O Governo Federal anunciou medidas para acelerar a emissão do documento em todo o país, com investimentos diretos para estados que ainda apresentam baixa adesão. A meta é universalizar o acesso à CIN antes que o prazo de obrigatoriedade entre em vigor.
A nova identidade promete unificar dados, reduzir fraudes e facilitar o acesso a serviços públicos digitais. Mas, apesar do avanço, regiões inteiras ainda registram percentuais baixos de emissão, o que motivou o reforço financeiro federal. Confira a seguir como o governo pretende ampliar a emissão, quais estados receberam reforço orçamentário e o que muda para quem ainda não emitiu o novo documento.
Por que o governo decidiu acelerar a emissão do novo RG?
A pressa tem motivo. O prazo de obrigatoriedade da nova carteira já está definido, e o ritmo atual de emissão preocupa as autoridades.
Segundo dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, mais de 51,3 milhões de CINs já foram emitidas no Brasil. Ainda assim, o número representa cerca de 25% da população, o que indica que mais de 150 milhões de brasileiros precisam regularizar a situação nos próximos meses.
Repasse direto aos estados com baixa adesão
A Bahia é um dos exemplos mais recentes da estratégia federal. O estado recebeu R$ 13,4 milhões para ampliar a estrutura de atendimento, capacitar servidores e expandir os pontos de coleta biométrica.
A medida acompanha o lançamento de uma campanha nacional de conscientização, voltada a explicar à população por que a troca é importante e como solicitar o documento.
ProCIN: o programa que sustenta a expansão
O ProCIN funciona como o motor financeiro e técnico da nova identidade. Criado pelo Governo Federal, o programa apoia estados e o Distrito Federal na estruturação dos serviços de emissão.
O suporte inclui repasse de verbas, fornecimento de equipamentos e treinamento de equipes. A ideia é evitar gargalos nos institutos de identificação, que historicamente sofrem com filas longas e sistemas defasados.
O que muda com a Carteira de Identidade Nacional
A CIN não é apenas uma reformulação visual do antigo RG. O documento traz alterações estruturais que mudam a forma como o cidadão se identifica perante órgãos públicos e privados.
CPF como número único
A principal mudança é a adoção do CPF como número único de identificação. Isso elimina a antiga confusão de ter um RG diferente em cada estado, problema que gerava duplicidades e fraudes.
QR Code e validade ampliada
O novo documento conta com QR Code de segurança, que permite verificar a autenticidade em tempo real. Além disso, a CIN tem validade em todo o território nacional e é aceita em países do Mercosul, funcionando como documento de viagem dentro do bloco.
Versão digital integrada ao GOV.BR
Após a emissão física, o cidadão pode acessar a versão digital pelo aplicativo GOV.BR. A funcionalidade dispensa o uso constante do documento físico em diversos serviços.




