Bolsa Família, Auxílio-gás nacional, BPC, auxílio-doença. Aparentemente nada vai escapar do grande pente-fino que o governo federal está preparando para os próximos meses. Quem disse isso foi o próprio Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta sexta-feira (12).
O ministro da Fazenda voltou a defender a realização do pente-fino argumentando que essa medida é “o certo a se fazer”. Ele criticou ainda o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro que, segundo ele, teria permitido a entrada indiscriminada de pessoas em diversos programas sociais.
“Houve um trabalho enorme dos ministérios sobre os benefícios sociais. Parece que virou pecado fazer revisão daquilo que é certo, que é correto fazer. O presidente mandou fazer isso e nós vamos fazer”, completou o ministro da Fazenda.
Corte em programas sociais
Há cerca de duas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva permitiu o corte de cerca de R$ 25 bilhões em programas sociais no Brasil. A ideia não é cortar as pessoas que estão dentro das regras de seleção, mas aqueles que estão recebendo sem ter o direito de receber.
De todo modo, o fato é que os usuários dos mais diversos programas sociais do país temem que estes cortes acabem afetando também as pessoas que têm direito aos programas, já que o pente-fino pode cometer erros e excessos de cortes.
Senado Federal
Fernando Haddad vem dizendo, no entanto, que uma definição sobre esse tema deve caber ao Senado Federal. Entre outros pontos, ele lembrou que o governo precisa criar um mecanismo para compensar a desoneração da folha de pagamento.
“A Fazenda fez uma proposta que não foi aceita, a medida provisória foi devolvida, mas a decisão não foi aceita”, declarou.
“Agora vai vencer o prazo da decisão de Supremo [Tribunal Federal] e o presidente reiterou que nós temos que obter uma compensação, ou não”, disse. “A decisão de Supremo diz o seguinte: ou compensa ou remunera. Não há alternativa a isso, até porque não fecha orçamento”, reforçou o ministro da Fazenda.
Lula mudou o tom sobre cortes no Bolsa Família
No decorrer das últimas semanas, o presidente Lula protagonizou momentos de maior tensão com o mercado financeiro. De acordo com os principais analistas econômicos, as suas declarações ajudaram a fazer o dólar bater recordes nos últimos dias.
Depois de uma série de reuniões, o presidente pareceu mudar o tom:




