Conhecida nacionalmente como a lei que protege mulheres do crime de violência doméstica, a Lei Maria da Penha passou por algumas novas alterações. Nesta quarta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou uma medida que altera alguns pontos na maneira como o estado brasileiro é obrigado a proteger a vítima.
De acordo com a nova regra, as chamadas medidas protetivas de urgência poderão ser dadas para a mulher já a partir do momento do depoimento da cidadã, ou ao menos a partir de uma alegação escrita. Assim, a vítima não terá mais que esperar algum tempo para começar a ser protegida de alguma forma pelo estado.
Com a decisão, as medidas protetivas podem ser tomadas independente da existência de tipificação penal, ação judicial, inquérito policial ou mesmo o registro de um Boletim de Ocorrência. Antes, as mulheres tinham que esperar um grande período de tempo para contar com esta proteção, e este tempo de espera acabou sendo fatal para várias delas.
“As medidas protetivas de urgência serão concedidas em juízo de cognição sumária a partir do depoimento da ofendida perante a autoridade policial ou da apresentação de suas alegações escritas e poderão ser indeferidas no caso de avaliação pela autoridade de inexistência de risco”, diz a lei.
Duração
O projeto sancionado pelo presidente Lula prevê que as medidas de proteção deverão durar enquanto existir algum tipo de risco para a integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou mesmo moral da vítima. Quando os dependentes desta mulher também estão em risco, ela também poderá ganhar a medida protetiva.
O texto diz ainda que a regra em questão vale para todas as vítimas de violência doméstica, independente da motivação da ameaça. Também não será levado em consideração a condição da ofendida e do agressor. Todos os cidadãos terão direito ao sistema, independente da classe social.
A lei em questão foi idealizada pela ex-senadora Simone Tebet (MDB), ainda no ano passado, e aprovada pela Câmara dos Deputados no último mês de março deste ano. Hoje, Tebet é Ministra do Planejamento e Orçamento do presidente Lula, que sancionou a medida oficialmente nesta quarta-feira (19).



