Notícias Concursos
Saúde e Bem Estar

Lei sancionada pelo presidente Lula assegura atendimento em saúde mental a crianças e adolescentes no SUS

Norma passa a valer em todo o país e amplia os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente

Por Luiza Pereira· 4 min de leitura
Imagem ilustrativa de profissional do SUS conversando com uma criança, em referência ao atendimento de saúde mental garantido pela Lei nº 15.413

Publicidade

Entra em vigor a lei que obriga o SUS a garantir atendimento em saúde mental a crianças e adolescentes em todo o país!

A medida foi oficializada nesta sexta-feira (22) e inclui esse direito no Estatuto da Criança e do Adolescente. O atendimento abrange desde a prevenção até casos de urgência.

Confira, a seguir, o que a nova lei determina, quem é atendido e como o serviço será oferecido!

Um tema que ganha cada vez mais atenção

A saúde mental de crianças e adolescentes deixou de ser um assunto secundário e passou a ocupar o centro das preocupações de famílias e escolas. Identificar sinais de sofrimento cedo pode mudar a vida de um jovem.

Ansiedade, depressão e outros transtornos podem aparecer ainda na infância. Quando o cuidado chega tarde, o problema tende a se agravar e a afetar o desenvolvimento e a convivência da criança.

Por isso, garantir acesso a tratamento desde os primeiros sinais é visto como uma forma de proteção. E é nesse ponto que uma nova lei traz mudanças importantes.

O papel do Estatuto da Criança e do Adolescente

Desde 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, é o principal instrumento que reúne os direitos dessa população no Brasil. Ele trata a criança e o adolescente como sujeitos de direitos, em fase peculiar de desenvolvimento.

O estatuto também define que família, sociedade e Estado têm a responsabilidade de garantir as condições para o pleno crescimento de crianças e adolescentes, com prioridade absoluta.

De tempos em tempos, o ECA recebe atualizações para acompanhar novas necessidades. A mais recente delas trata justamente do cuidado com a saúde mental, como será detalhado a seguir.

O que a nova lei determina e o que muda na prática

Manifestantes erguem faixa em defesa da saúde mental, tema agora incluído no Estatuto da Criança e do Adolescente
Nova lei inclui o atendimento em saúde mental entre os direitos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Imagem: Agência Brasil.

A mudança foi oficializada com a publicação da Lei nº 15.413, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e divulgada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (22).

Publicidade

A norma altera o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei nº 8.069, de 1990, para incluir, de forma expressa, o direito ao acesso garantido a programas do Sistema Único de Saúde voltados à prevenção e ao tratamento de agravos de saúde mental.

Na prática, isso significa que o atendimento deixa de depender de iniciativas pontuais de cada cidade ou governo. Ele passa a ser uma garantia prevista em lei federal, que vale para todas as crianças e adolescentes do país e pode ser cobrada do poder público.

Outro ponto importante é que a lei não trata apenas do tratamento de quem já está doente. O texto coloca a prevenção no mesmo nível, ou seja, prevê ações para identificar e acompanhar problemas de saúde mental antes que eles se agravem.

Como o atendimento será oferecido no SUS

Segundo a lei, os programas de saúde mental para crianças e adolescentes devem oferecer diferentes níveis de cuidado, conforme a necessidade de cada caso. O atendimento abrange:

  • A atenção psicossocial básica, voltada ao acompanhamento mais comum;
  • A atenção psicossocial especializada, para casos que exigem cuidado mais aprofundado;
  • O atendimento de urgência e emergência, para situações que precisam de resposta imediata;
  • A atenção hospitalar, quando o quadro exige internação.

A lei também determina que os profissionais que atuam nessa área recebam formação específica e permanente. O objetivo é prepará-los para identificar sinais de risco e oferecer o acompanhamento necessário.

Quem tem prioridade no tratamento

A Lei nº 15.413 dá atenção especial às crianças e aos adolescentes em situação de vulnerabilidade que estejam em tratamento de saúde mental.

Para esse público, fica assegurado o acesso a todos os recursos terapêuticos de que precisarem, de forma gratuita ou subsidiada pelo poder público.

Esse acesso deve seguir as chamadas linhas de cuidado, que organizam o tratamento de acordo com as necessidades específicas de cada criança ou adolescente. A ideia é que ninguém fique sem atendimento por falta de condições financeiras.

Por que a inclusão no ECA faz diferença

Incluir o tema no Estatuto da Criança e do Adolescente não é um detalhe formal. O ECA é considerado o maior símbolo da forma como o país trata a infância e a adolescência.

Quando o estatuto incorporou a chamada proteção integral, em 1990, passou a tratar crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, em condição peculiar de desenvolvimento e com prioridade absoluta. O documento também segue os avanços da Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas.

Ao entrar nesse texto, o atendimento em saúde mental ganha o mesmo peso de outros direitos fundamentais já garantidos. Isso reforça a cobrança para que o serviço seja efetivamente oferecido em todo o país.

Gostou de saber mais sobre o assunto? No Notícias Concursos, você encontra todos os dias informações sobre direitos, saúde, benefícios sociais e novidades que impactam o dia a dia da população. Acesse a página inicial e continue por dentro!

 

Publicidade

Luiza Pereira

Escrito por

Luiza Pereira

Graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Redatora do grupo Sena Online.

Ver todos os artigos de Luiza Pereira →

Deixe seu comentário

Veja também