O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o primeiro discurso entre os chefes de estado nesta terça-feira (19/09), na Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU). A princípio, em sua fala, ele afirmou que o mundo está cada vez mais desigual. Sua primeira participação no encontro em Nova York nos EUA foi há cerca de 20 anos.
Ademais, em seu discurso de cerca de 21 minutos, que abriu a Assembleia Geral da ONU, Lula falou que o “Brasil voltou”. O presidente cobrou uma maior ação dos países mais desenvolvidos, no sentido de agir para o combate à fome e à desigualdade social em todo o mundo. Ele também promoveu a paz entre as nações.
Um outro assunto que merece destaque relativo ao discurso de Lula na ONU é o combate às mudanças climáticas, um assunto que tem sido recorrente em seus encontros internacionais, desde a Cúpula da Amazônia, em agosto deste ano. O presidente também defendeu uma nova reforma de instituições internacionais.
Aliás, durante sua fala na assembleia, Lula, ao tratar da necessidade de paz no mundo, falou sobre o conflito armado, a guerra na Ucrânia, e de outras situações semelhantes que tem acontecido em todo o planeta. Ele disse que há uma perda de credibilidade progressiva relacionada ao Conselho de Segurança da ONU.
Discurso na ONU
Analogamente, vale ressaltar que o Conselho de Segurança da ONU é formado pelos Estados Unidos, China, Reino Unido, França e Rússia. Lula também falou em seu discurso, em relação à fome, que atualmente, cerca de 735 milhões de pessoas em todo o mundo vão dormir sem saber o que deverão comer no dia seguinte.
Em síntese, de acordo com Lula, “Há 20 anos, ocupei esta tribuna pela primeira vez. Volto hoje para dizer que mantenho minha inabalável confiança na humanidade, reafirmando o que disse em 2003. Naquela época, o mundo ainda não havia se dado conta da gravidade da crise climática. Hoje, ela bate às nossas portas”.
Dessa maneira, o presidente afirmou que as mudanças climáticas destroem as casas da população, suas cidades, seus países, trazendo um maior sofrimento principalmente para as pessoas mais pobres. Ele disse que atualmente, sobre a fome, mais de 735 milhões de pessoas são afetadas, em todo o mundo.



