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Mais de 13 mil pessoas serão atendidas em mutirões do SUS ao longo de junho

A ação ocorrerá em diversas regiões do país

Por Ana Julia Nery· 4 min de leitura
Profissionais de saúde do SUS atendendo pacientes durante mutirão, representando ação com foco em mais de 13 mil atendimentos em junho

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Um reforço na saúde indígena está previsto para junho de 2026: mais de 13 mil atendimentos entre consultas, exames e procedimentos especializados deverão ocorrer em territórios indígenas dos estados do Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará.

A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), com o objetivo de proporcionar acesso ampliado e qualificado aos povos indígenas.

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Mutirões do SUS: acesso ampliado à saúde especializada

Os mutirões do Sistema Único de Saúde (SUS) são estratégias para reduzir desigualdades e aproximar o atendimento especializado das comunidades indígenas.

Em junho de 2026, estão agendados cinco mutirões que contemplam os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do Ceará, Pernambuco, Amapá, Norte do Pará e Guamá-Tocantins. Cada território contará com uma programação adaptada às suas necessidades, incluindo consultas, exames diagnósticos, procedimentos e cirurgias. Entre as especialidades atendidas estão pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, clínica médica, dermatologia e cirurgia geral.

Segundo Lucinha Tremembé, secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI/MS), garantir a equidade no acesso à saúde é compromisso do SUS. “Os povos indígenas têm direito ao mesmo acesso à atenção especializada disponível em qualquer parte do país. O que estamos fazendo é aproximar o SUS desses territórios, reduzindo desigualdades e ampliando a capacidade de resposta da rede de saúde indígena”, afirma a secretária.

Programação dos mutirões em diferentes regiões

Equipes de saúde atuando em mutirões em comunidades indígenas durante ações de atendimento em diferentes regiões do país
As ações de mutirão em saúde buscam fortalecer o atendimento em territórios indígenas, com equipes multidisciplinares./ Imagem: AgSUS

No território Xukuru do Ororubá, atendido pelo DSEI Pernambuco, será realizado um mutirão de oftalmologia de 14 a 20 de junho, atendendo mais de 30 aldeias. Cirurgias de catarata e pterígio estão programadas para 1º e 2 de julho para os pacientes já triados.

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No DSEI Ceará, as ações acontecerão nos polos-base Anacé, Potyrô Tapeba, Aquiraz e Maracanaú, proporcionando atendimentos multidisciplinares.

Nas regiões do Amapá e Norte do Pará, a Casa de Saúde Indígena (Casai) de Macapá centralizará os atendimentos em especialidades como ginecologia, obstetrícia, pediatria, cardiologia, anestesiologia e ultrassonografia.

Já nos polos-base Bona e Missão Tiriyó, no território indígena Tumucumaque, as equipes atuarão em oftalmologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, clínica médica e odontologia.

Na Terra Indígena Zo’é, vinculada ao DSEI Guamá-Tocantins, haverá oferta de consultas, exames de imagem e cirurgias nos dias 20 e 21 de junho. Destaca-se o apoio de profissional fluente em língua Zo’é para facilitar a comunicação e garantir respeito às tradições locais.

Parcerias para ampliar o atendimento em territórios remotos

Os mutirões recebem o suporte de instituições reconhecidas por seu trabalho em áreas indígenas e remotas, como o projeto Aldeia em Foco, a Associação Médicos da Floresta (AMDAF), o Hospital Israelita Einstein e a ONG Zoé.

Essas parcerias buscam fortalecer a qualidade dos serviços ofertados e promover adequada mediação cultural entre equipes de saúde e comunidades atendidas.

Balanço de resultados e impacto

Desde o início da iniciativa, em agosto de 2025, foram realizados 14 mutirões em diferentes regiões do país, beneficiando territórios como Alto Rio Solimões, Médio Rio Solimões, Vale do Javari, Xavante, Yanomami, Ye’kwana, Alto Rio Negro, Guamá-Tocantins, Altamira e Rio Tapajós.

Em 2025, foram registrados mais de 9,5 mil procedimentos especializados. Só em 2026, até o momento, o número supera 17 mil atendimentos, somando consultas, exames e procedimentos.

Para André Longo, diretor-presidente da AgSUS, a estratégia do programa Agora Tem Especialistas reduz barreiras de acesso e diminui o tempo de espera para atendimentos, respeitando as particularidades culturais de cada povo. Segundo ele, levar o SUS para dentro das aldeias fortalece a integralidade do cuidado e aproxima a saúde de quem mais precisa nos territórios indígenas.

Planejamento e escuta ativa das comunidades

O planejamento dos mutirões é realizado conforme as demandas identificadas pelas próprias equipes e pelos DSEIs em campo, conforme destaca Edson Oliveira, gestor executivo da Unidade de Saúde Indígena da AgSUS.

O objetivo é concentrar, em períodos estratégicos, a oferta de consultas, exames e avaliações especializadas, respeitando as tradições locais e possibilitando diagnósticos e condutas terapêuticas compatíveis com as necessidades de cada comunidade.

Você quer ficar por dentro de outras iniciativas que promovem atenção à saúde nas comunidades indígenas e ações do SUS em todo o Brasil? Então, não deixe de conferir mais notícias como esta no Notícias Concursos e mantenha-se informado sobre temas relevantes para a sociedade e saúde pública!

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Ana Julia Nery

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