Você aceitaria receber R$ 1 milhão para trabalhar em uma área extremamente remota do país? Esta é uma pergunta que boa parte dos médicos do país pode estar se fazendo hoje. Nesta segunda-feira (22), o Ministério da Saúde divulgou um novo edital com regras de contratações de profissionais de saúde para atuarem nas regiões mais afastadas do país.
O pagamento de R$ 1 milhão não é único. Trata-se da soma do valor base dos pagamentos que o médico poderia receber, mais uma série de bônus que poderiam ser pagos se ele cumprisse as condicionantes estabelecidas pelo sistema do Mais Médicos. Desta forma, o profissional só se tornaria milionário caso permanecesse na região.
Na prática, um médico que aceitar trabalhar por quatro anos nestas áreas mais afastadas poderia chegar a ganhar R$ 1.107,353 ao final do período. O edital aberto nesta segunda-feira (22) prevê as seguintes remunerações:
- bolsa mensal de pouco mais de R$ 12,3 mil;
- bônus por atuação em área de vulnerabilidade e considerada de difícil fixação, que pode variar de R$ 60 mil até R$ 475 mil.
A ideia de pagar este bônus já foi oficializada por meio de uma Medida Provisória (MP) publicada pelo Governo Federal no Diário Oficial da União (DOU) no início de março. No edital, o adicional é oficialmente chamado de “direito à indenização diferenciada por atuação em área de difícil fixação”.
Os detalhes do edital
No edital publicado nesta segunda-feira (22), o Governo Federal aponta para uma série de novas regras. Uma delas, por exemplo, estabelece que o contrato não será mais de três anos, mas de quatro anos de permanência. Há ainda uma previsão de prorrogação por mais quatro anos, se for do desejo do médico.
Ao todo, estão sendo oferecidas 5.970 novas vagas nesta fase do edital. Elas serão distribuídas em 1.994 municípios de todas as regiões do país. De todo modo, há um notável foco no Nordeste e no Norte, que respondem por mais da metade das vagas disponibilizadas agora.



