Mais de 7 mil pessoas estão prestes a sair do aluguel ou da casa de parentes para entrar na própria moradia — descubra as regiões contempladas!
O anúncio foi feito esta semana pelo Governo Federal e abre uma nova rodada de obras populares em diferentes regiões do país. As famílias selecionadas vão ter acesso a casas com prestações reduzidas, compatíveis com a renda mensal.
O que muita gente ainda não sabe é que o programa atende, em regra, quem está em maior vulnerabilidade social — e existem critérios bem definidos para entrar na lista de beneficiários.
Continue a leitura e descubra quais cidades foram contempladas, quem pode se inscrever e como funciona a seleção das famílias.
Ter a própria casa virou privilégio? Veja o que está por trás desse cenário
O Brasil convive há décadas com um problema persistente: o déficit habitacional. Milhares de famílias dividem o mesmo teto com parentes, vivem em moradias precárias ou comprometem boa parte do salário com aluguel.
Esse cenário se concentra principalmente nos centros urbanos, onde o custo de vida é mais alto e o preço dos imóveis cresce ano após ano. Quem ganha um salário mínimo, por exemplo, dificilmente consegue financiar uma casa pelas regras tradicionais do mercado.
Foi para enfrentar essa realidade que o Governo Federal mantém, há mais de uma década, programas voltados especificamente à habitação popular. A ideia é simples: oferecer condições especiais para que famílias de baixa renda consigam realizar o sonho da casa própria sem comprometer o orçamento.
Como funciona o principal programa habitacional do país
O Minha Casa, Minha Vida é hoje a principal política habitacional brasileira. O programa funciona em diferentes faixas de renda, e cada faixa tem regras próprias de financiamento, taxa de juros e tempo de pagamento.
Os limites de renda mensal bruta familiar foram atualizados em 2026 para ampliar o alcance do programa. A divisão atual ficou assim:
- Faixa 1: renda de até R$ 3,2 mil;
- Faixa 2: renda de até R$ 5 mil;
- Faixa 3: renda de até R$ 9,6 mil;
- Faixa 4: renda de até R$ 13 mil.
Junto com a renda, o teto para o valor dos imóveis também subiu, principalmente nas faixas com maior poder de compra: o limite passou para R$ 400 mil na Faixa 3 e chegou a R$ 600 mil na Faixa 4. Segundo estimativas do Governo Federal, as mudanças devem incluir 87,5 mil famílias com acesso a juros menores, 31,3 mil novas famílias na Faixa 3 e 8,2 mil na Faixa 4.
Para quem está com a menor capacidade financeira, existe uma modalidade especial chamada Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Nessa linha, o Governo aporta recursos diretamente na construção dos empreendimentos, e os beneficiários pagam parcelas bem reduzidas — ou ficam isentos, em alguns casos.
Essa modalidade atende, em regra, a Faixa 1 do programa, que reúne famílias residentes em áreas urbanas. A operação fica sob responsabilidade da Caixa Econômica Federal, que cuida desde a contratação das construtoras até os contratos finais com as famílias selecionadas.
1.754 novas moradias liberadas em seis estados
O Ministério das Cidades publicou, nesta terça-feira (5/5), no Diário Oficial da União, uma série de portarias com novas propostas habitacionais — algumas aptas à contratação imediata e outras enquadradas para seguir adiante.
Ao todo, são 1.754 unidades distribuídas em seis estados: Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Paraná e Rio de Janeiro. A estimativa é de que mais de 7 mil pessoas sejam beneficiadas diretamente quando os empreendimentos forem entregues.
Desse total, 1.050 moradias já estão prontas para avançar para a fase de assinatura de contrato com as construtoras. As outras 704 foram aprovadas em uma etapa anterior, mas precisam ainda de novas validações antes da contratação efetiva.
Quais cidades estão prontas para contratar as obras?

As propostas com aptidão à contratação são aquelas que já passaram por todas as análises técnicas e estão liberadas para começar a próxima etapa. Cinco estados aparecem nessa lista, com destaque para o Nordeste.



