“O Supremo Tribunal Federal não permitirá que haja a desconstrução da Operação Lava-Jato; todas as ações penais e todos os inquéritos passarão pela responsabilidade do Plenário”, afirmou o ministro Luiz Fux nesta quinta-feira (26/11), no Encontro Nacional do Poder Judiciário.
Encontro nacional
“É voz corrente que a corrupção é uma coisa histórica aqui no Brasil. Não podemos nos acomodar diante disso. Temos que reescrever nossa história nesse âmbito.” A afirmação foi feita pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, durante a conferência magna do XIV Encontro Nacional do Poder Judiciário.
Questão histórica e cultural
A um público presencial e virtual, formado por presidentes dos tribunais, conselheiros, representantes da Rede de Governança Colaborativa do Poder Judiciário e da área de Gestão Estratégica, entre outros integrantes do Sistema de Justiça, o ministro exaltou o esforço do país em solucionar essa questão histórica e cultural.
“O Brasil hoje tem toda uma postura ideológica e jurídica, um sistema capaz de conjurar a corrupção e fazer com que o Brasil volte a ser considerado uma das maiores economias do mundo, um dos melhores países do mundo.” O ministro complementou afirmando que a sociedade tem papel de grande relevância na modificação desse paradigma.
Combate à corrupção
Nesse sentido, Luiz Fux ressaltou o ranking elaborado pelo Banco Mundial que classifica os países quanto ao nível de combate à corrupção, e que sem a devida atuação nesse sentido acabam alijados dos investimentos estrangeiros. “Então, é por amor ao país que nós temos de fazer isso tudo. Sem prejuízo do nosso dever de ofício de conjurar, como magistrados e membros do Ministério Público, as práticas criminosas.”
De acordo com o ministro Fux, o “flagelo da corrupção” rebaixou o Brasil da posição de 69º país no combate à corrupção para 105ª posição, “principalmente depois que vieram a lume todos esses detalhes minuciosos da Operação Lava Jato”.



