A medida atendeu ao pedido do MPF na ação de improbidade busca condenação dos magistrados afastados e de advogado envolvidos em esquema de assédio a desembargadores para favorecer parentes e terceiros
A Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), em 11/12, determinou medida cautelar que afasta, por até 180 dias, cinco desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5).
Negociação de decisões judiciais
Os desembargadores afastados são: Maria Adna Aguiar do Nascimento, Norberto Frerichs, Esequias Pereira de Oliveira, Maria das Graças Oliva Boness e Washington Gutemberg Pires Ribeiro. Do mesmo modo, o advogado Antônio Henrique de Aguiar Cardoso, irmão da desembargadora Maria Adna, também é investigado.
Os magistrados respondem à ação de improbidade que relata o esquema corrupto de negociação de decisões a favor de parentes dos acionados e terceiros.
O afastamento dos magistrados busca evitar interferências na condução do processo, iniciado com a ação movida pelo MPF em 18 de novembro.
Operação Injusta Causa
Assim, a partir da investigação conduzida pelo órgão ministerial, e de provas obtidas por meio da Operação Injusta Causa, deflagrada em 11 de setembro do ano passado, a ação relata uma série de irregularidades: negociação de decisões judiciais envolvendo cifras milionárias; patrocínio de interesses particulares junto ao tribunal; pressões e assédios exercidos por magistrados para influenciar decisões de seus pares; medidas para afastar desembargadores de processos em que atuavam, na tentativa de direcionar o julgamento; e favorecimento de parentes que atuam informalmente em processos.
Busca e apreensão
Em setembro de 2019, após a operação de busca e apreensão, o advogado Antônio Henrique chegou a ser preso preventivamente por destruir provas, desferindo golpes de marreta em aparelho de telefonia celular, picando documentos e atirando o telefone e documentos pela janela do apartamento, enquanto a Polícia Federal tentava entrar no imóvel.



