Em meio à pressão por escândalos e a escalada da inflação, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula uma ofensiva social de impacto: um pacote com isenção na conta de luz e um novo programa de vale-gás, ambos voltados à população de baixa renda.
A estratégia é dupla: aliviar o custo de vida dos mais pobres e conter a queda de popularidade do Planalto, especialmente nas redes sociais.
Os próximos passos
O anúncio oficial das medidas será feito em um evento no Palácio do Planalto, organizado pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, logo após a viagem de Lula à Rússia e à China.
A ideia é dar forte apelo popular ao pacote, batizado de forma simbólica e marqueteira para se destacar no noticiário.
A nova Tarifa Social de Energia Elétrica
O governo pretende enviar uma Medida Provisória (MP) ao Congresso para garantir gratuidade total da energia elétrica a famílias de baixa renda.
Em regra geral, a medida beneficiaria:
- Famílias inscritas no Cadúnico, com renda de até meio salário mínimo por pessoa;
- Indígenas, quilombolas e moradores de sistemas isolados;
- Pessoas com deficiência e idosos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A MP tem efeito imediato assim que publicada, o que aceleraria a aplicação do benefício ainda em 2025.
Mas existe uma polêmica: o custo da gratuidade deve ser distribuído entre os demais consumidores, o que pode aumentar a conta de luz para as classes médias e altas no curto prazo.
O novo Vale-gás nacional
Já a proposta do novo Vale-gás nacional ainda está em finalização. O que se sabe é que o objetivo é atender até 20 milhões de famílias.
A ideia inicial era integrar o valor ao Bolsa Família, mas isso foi descartado porque havia risco de o dinheiro ser usado para outros fins.
Duas opções principais foram analisadas:
- Distribuição direta de botijões;
- Criação de um voucher específico para a compra de gás: opção que acabou sendo escolhida.
Uma nova MP pode ser enviada para garantir o início da distribuição no segundo semestre de 2025.




