O Programa de manutenção do emprego e renda do Governo Federal chegou oficialmente ao fim na última quarta-feira (25). Com isso, todos os trabalhadores que estavam cumprindo acordos de redução da jornada ou de suspensão do contrato precisam voltar normalmente para o trabalho. Em regra geral, tudo volta a ser como era antes.
De acordo com as regras gerais do programa, as empresas tinham até dois dias para regularizar essa situação. Como o projeto acabou na quarta (25), eles tiveram até a sexta (27) para que tudo estivesse normalizado. Isso inclui jornadas, andamentos de contratos e pagamentos de salários. Tudo como responsabilidade da empresa.
Dessa forma, o empregado que estava cumprindo um acordo agora volta para a empresa e deixa de receber o dinheiro do Governo Federal. Agora, o empregador é que vai voltar a pagar 100% do salário e o empregado tem que voltar a trabalhar durante 100% do tempo. É, de fato, um retorno ao que acontecia antes do programa.
O único ponto que muda é a questão da estabilidade. É que de acordo com as regras gerais, um empregado precisa ganhar uma estabilidade pelo exato mesmo tempo em que cumpriu o acordo trabalhista. Isso valeu durante a edição do programa no ano passado e agora está valendo mais uma vez.
Vamos para um exemplo: imagine que um empregado passou três meses com uma suspensão de contrato. Quando ele voltar para o trabalho, ele vai ter que ficar três meses em estabilidade. Isso quer dizer portanto que ele não vai poder sofrer uma demissão sem justa causa por esse período de tempo.



