O Brasil vai chegando ao fim de uma das semanas mais decisivas do ano. Dentro de campo, a Seleção Brasileira disputa uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo no Catar. Do lado de cá do mundo, mais precisamente em Brasília, parlamentares se debruçam sobre a PEC da Transição, que pode definir o futuro de programas sociais como o Auxílio Brasil.
Assim como o time de Tite, os parlamentares em Brasília vislumbram duelos equilibrados pela frente. No Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, os ministros já estão definindo se consideram o orçamento secreto constitucional ou não. Na capital federal, há quem diga que este julgamento pode definir se a PEC da Transição avançará ou não.
Segundo informações de bastidores, membros do centrão avaliam que Lula estaria trabalhando para fazer com que o STF transforme o orçamento secreto em algo inconstitucional. Desta forma, eles dizem que podem se vingar do presidente eleito não aprovando o documento da PEC na Câmara dos Deputados.
Na tarde desta quinta-feira (8), o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) respondeu questionamentos sobre este ponto. Ele negou que o julgamento poderá influenciar a decisão da Câmara. “Há convicção de que são coisas independentes. O nosso compromisso de Bolsa Família não deve ser influenciado pela decisão do STF”, disse ele.
“Há uma expectativa de que a Câmara possa encaminhar dessa mesma forma. O próprio presidente Arthur Lira sinalizou essa possibilidade de unirmos esforços dentro do objetivo comum de aprovarmos essa PEC com a máxima urgência possível”, completou o presidente do Congresso Nacional na coletiva.



