O Ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a falar sobre a proposta de diminuição da arrecadação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores. Em contato com a jornalista Andrea Sadi, da emissora Globo News, ele disse que “detonou e recusou” a ideia que estava sendo discutida sobre o tema.
Na última semana, o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria em que afirma ter tido acesso a uma série de minutas de Medidas Provisórias (MPs). Os textos, supostamente escritos por membros do Ministério da Economia, previam a diminuição dos ganhos dos trabalhadores com o FGTS em diversas situações.
Entre as ideias, por exemplo, estava a diminuição da alíquota de pagamento do Fundo de Garantia por parte dos empregadores. Hoje, a regra geral prevê que a taxa seja de 8%. A minuta obtida pelo jornal previa uma queda para 2%. Além disso, a multa de recolhimento do FGTS em caso de demissão sem justa causa cairia dos atuais 40% para 20%.
No entanto, nada disso deverá sair do papel. Segundo informações da imprensa, a proposta teria sido formulada pelo então assessor especial da Economia, Adolfo Saschida, e não teve a supervisão de Paulo Guedes. O Ministro declarou que o vazamento do estudo teria sido feito para “desgastá-lo em ano de eleição”.
Embora diga que é contra o plano de corte no FGTS para os trabalhadores, Guedes confirmou que procura uma maneira de diminuir os chamados encargos trabalhistas. Ele disse que analisa dezenas de ideias, mas que nenhuma delas está pronta ou definida para sair do papel nos próximos meses.
FGTS
Nesta quarta-feira (18), o Governo Federal segue com as liberações extraordinárias do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Hoje, por exemplo, é o dia dos usuários que nasceram no mês de junho.



