O pagamento do abono salarial PIS/Pasep, referente ao ano-base 2024, inicia-se neste mês de fevereiro de 2026, com valores que podem chegar a R$ 1.621. Contudo, este ano iniciou a implementação de novas regras que tornam os critérios de elegibilidade mais restritos.
A mudança, parte de um ajuste fiscal anunciado no final de 2024, altera o teto de renda para o recebimento do benefício, impactando o alcance do abono salarial nos próximos anos.
A consulta para saber quem tem direito ao abono já está disponível desde o dia 5 de fevereiro por meio de canais oficiais do governo. Mais de 25 milhões de trabalhadores devem ser beneficiados neste ano. Saiba mais!
Novas regras de elegibilidade

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A principal alteração para 2026 é a desvinculação do teto de renda dos salários mínimos. Anteriormente, tinha direito ao abono quem recebia até dois salários mínimos mensais. Agora, o limite passa a ser um valor fixo de R$ 2.766 por mês.
Embora o Brasil tenha registrado um avanço na geração de empregos formais nos últimos anos, o número de trabalhadores com direito ao abono permaneceu praticamente estável, em 25,4 milhões. Além disso, o próprio valor do abono deixa de acompanhar o reajuste do salário mínimo e passa a ser atualizado apenas pela inflação.
Impacto fiscal e a análise de especialistas
Embora as novas regras entraram em vigor agora, seu impacto fiscal será gradual. Segundo Tiago Sbardelotto, economista da XP, em declaração ao Extra Globo, a economia inicial em 2026 será de R$ 100 milhões, um valor residual frente ao orçamento total. “Na distribuição dos trabalhadores formais, boa parte da concentração está entre um e 1,5 salário mínimo”, explica, indicando que a mudança imediata afeta poucos trabalhadores.
No entanto, a projeção do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aponta para uma redução de 34% no número de beneficiários até 2035, em comparação com o cenário sem as novas regras.



