Durante entrevista concedida nesta quinta-feira (24), a ministra do Planejamento, Simone Tebet, trouxe à tona um debate que promete movimentar o cenário social e econômico nos próximos anos: o impacto do Bolsa Família sobre a formalidade no mercado de trabalho.
Este é um assunto que vem sendo debatido com mais força desde que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), disse que os usuários do programa social “não querem trabalhar”.
Desde então, o tema começou a ser debatido com afinco nas redes sociais, nas ruas, e até mesmo entre famílias. Até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pronunciamento defendendo o programa social.
Para a ministra Tebet, o programa pode estar, involuntariamente, incentivando a permanência de beneficiários na informalidade. Ela pondera, no entanto, que essa não é a única causa.
“Em alguns momentos, a gente verifica que o Bolsa Família, no nível que está, de certa forma estimula a informalidade. Não é o fator principal, temos ‘N’ razões para isso”, afirmou a ministra.
As datas das mudanças
Mas o que muita gente quer saber mesmo é quando o governo federal vai fazer alguma mudança neste sentido. Esta é uma informação importante até mesmo para que o usuário se prepare da melhor maneira possível até lá.
Apesar do alerta de Tebet, a ministra explicou que nenhuma alteração imediata será feita. Ela deixou claro que qualquer reforma no modelo do programa só deve acontecer com embasamento técnico e diálogo social, e apenas a partir de 2026.
“O Bolsa Família é um programa essencial, que precisa ser preservado. Qualquer revisão mais ampla, estrutural, só pode ser feita com calma”, reforçou.
O estudo do Ministério sobre o Bolsa Família
As declarações de Tebet vêm na esteira da divulgação de um relatório técnico do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), que analisa os efeitos do Bolsa Família sobre o mercado de trabalho.
O principal ponto do documento é a chamada “regra de proteção”, que permite que famílias que ultrapassem levemente o limite de R$ 218 por pessoa ainda recebam parte do benefício.




