Está oficialmente publicada a portaria que estabelece a regulamentação do Fundo de Financiamento Estudantil Social (Fies Social). Este é o sistema que vai permitir o financiamento da mensalidade de instituições privadas para estudantes que se encontram em situação de carência.
Como adiantado anteriormente, o governo federal afirma por meio desta portaria que o Fies Social deverá atender pessoas que:
- Estão dentro do sistema do Cadúnico;
- Tenham renda per capita de até meio salário mínimo, ou seja, R$ 706.
Também de acordo com a portaria, ficou definido que o financiamento das mensalidades deverão seguir os valores acordados pelo Fies ainda em junho de 2023. Estamos falando de um teto de R$ 60 mil para cursos de medicina, e de R$ 42,9 mil para as demais áreas. O valor mínimo segue sendo de R$ 300.
Destinação de vagas
A portaria indica ainda que o governo federal vai destinar 50% das vagas de cada processo seletivo do Fies para o estudantes de baixa renda. Também haverá um direcionamento de vagas para estudantes que se declaram:
- pretos;
- pardos;
- indígenas;
- quilombolas;
- pessoas com deficiência.
“As informações prestadas pelo estudante na inscrição ao processo seletivo do Fies poderão ser verificadas em bases de dados governamentais”, informou o MEC.
O que muda de fato no Fies
O Fies em si, não chega a ser uma novidade. O programa de financiamento existe para ajudar alunos com um financiamento de um curso superior. Na prática, o estudante tem descontos que variam entre 50% e 100%. O valor descontado vai precisar ser pago de volta ao governo depois que ele se formar.
Com o Fies Social, toda esta lógica segue. O que muda agora é que os estudantes de baixa renda passarão a ter mais chances de conseguir mais bolsas integrais. Afinal de contas, o governo federal está destinando mais vagas para este público específico.
Bolsa para o ensino médio
O Ministério da Educação também lançou oficialmente nesta segunda-feira (4) o Pé-de-meia. Trata-se do programa que prevê a liberação de um auxílio e de uma bolsa para estudantes do ensino médio que se encontram em situação de vulnerabilidade social. O governo federal divulgou uma série de detalhes sobre o projeto.




