Os candidatos que participaram do último certame da Receita Federal devem se atentar!
De acordo com informações recentes identificou-se possíveis questões plagiadas nas avaliações do último concurso do órgão.
As questões das avaliações em debate são da prova para a carreira de auditor. Assim, a suspeição é que sejam, originalmente, de um simulado da Estácio de Sá.
Durante a última sexta-feira, 31 de março, o órgão federal comunicou que o caso já foi passado a banca organizadora do certame, ou seja, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esta, então, foi responsável pelas inscrições do processo seletivo, aplicação das avaliações e também divulgação dos resultados finais.
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Desse modo, haverá uma investigação para conferir se o plágio, de fato, ocorreu.
Candidatos fazem abaixo-assinado
Recentemente, os candidatos que participaram do processo seletivo da Receita Federal informaram que estão organizando um abaixo-assinado para a investigação do caso. O objetivo é verificar se o problema é real e exigir as devidas providências.
O documento já apresenta mais de 100 assinaturas. Nele, os candidatos indicam que as questões das avaliações são plágio da disciplina de Legislação Aduaneira para a carreira de auditor.
“Não é possível admitir que uma empresa participe de um processo de licitação e não cumpra com sua obrigação, que é elaborar as provas a serem submetidas aos candidatos e não simplesmente copiar provas anteriormente aplicadas”, diz trecho do documento divulgado.
Então, sobre o tema, a Receita Federal divulgou o contrato com a banca organizadora do certame, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No documento não existe qualquer trecho com relação à questão de exclusividade de questões ou questões inéditas. Contudo, o caso ainda se encontra em análise.
FGV nega plágio no concurso da Receita Federal
Durante a última segunda-feira, 03 de abril, a Fundação Getúlio Vargas se manifestou oficialmente sobre as acusações de plágio em questões das avaliações do último concurso da Receita Federal. A banca organizadora do certame, então, classificou a situação como uma semelhança ocasional.
Por meio de nota oficial, a FGV se manifestou relatando que as questões são de autoria de um professor da empresa. Portanto, a ocasional coincidência ocorreu em razão de semelhanças doutrinárias e de tradicionais exemplos que professores que ministram a disciplina aduaneira usam.
“Acerca de alegações feitas em mídias sociais quanto à originalidade de questões utilizadas no certame, a FGV informa que essas são de autoria de professor contratado pela FGV. Eventual semelhança se deve à coincidência doutrinária, de texto legislativo e de exemplos corriqueiros utilizados por professores que se dedicam à matéria aduaneira, não havendo que se falar em erro ou em plágio, até porque, inclusive, se trata de questões de autoria do mesmo professor”, diz trecho da nota divulgada pela Fundação Getúlio Vargas.
Sobre a continuidade do processo seletivo, a empresa destacou que o certame se encontra na fase de análise dos recursos dos candidatos contra o gabarito preliminar publicado. Desse modo, nos próximos dias, haverá a publicação do gabarito oficial em seu portal na internet.
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Portanto, os candidatos devem seguir acompanhando as atualizações da banca para conferir o andamento do concurso público.
Como foi o concurso da Receita Federal?
Todos os candidatos que participaram do concurso público da Receita Federal passaram por provas objetiva e discursivas, no último dia 19 de março. Assim, as etapas ocorreram em dois turnos, sendo da seguinte forma:
- Turno da Manhã: provas de Conhecimentos Básicos, de 8h às 12h30;
- Turno da Tarde:provas de Conhecimentos Específicos e prova discursiva, de 15h às 19h30.
Ao todo, o exame contou com nove horas de duração, sendo cada candidato submetido a 140 questões, com o valor de um ponto cada.



