O Brasil registrou 314,8 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos no primeiro semestre de 2025, concentrando 84% de todas as atividades maliciosas na América Latina. O Brasil registrou 314,8 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos no primeiro semestre de 2025 — o equivalente a 84% de todas as atividades maliciosas detectadas na América Latina.
Por trás de cada tentativa frustrada, há um profissional de segurança da informação que impediu o ataque de chegar ao fim. O problema é que esses profissionais estão em falta. O déficit ultrapassa 600 mil vagas apenas na América Latina — e no mundo, esse número chega a 3,4 milhões de postos sem candidatos capacitados.
Quem decide entrar nessa área hoje encontra um mercado com mais oportunidades do que concorrentes, salários que chegam a R$ 23 mil mensais e uma demanda que superou até mesmo a busca por profissionais de inteligência artificial.
Mas quais são as carreiras em segurança da informação mais procuradas? O que cada função exige na prática? E como dar o primeiro passo?
O que é Segurança da Informação e por que ela está em alta
Segurança da informação é o conjunto de práticas, tecnologias e políticas usadas para proteger dados contra acessos não autorizados, vazamentos e ataques. Ela se apoia em três pilares:
- Confidencialidade: só pessoas autorizadas acessam os dados
- Integridade: as informações não são alteradas indevidamente
- Disponibilidade: os dados estão acessíveis quando necessário
A segurança da informação é, hoje, a área de TI com maior demanda no mercado. Um levantamento da consultoria Robert Half aponta salários que variam entre R$ 6 mil e R$ 23 mil, dependendo do cargo.
Essa área superou até mesmo a busca por profissionais de inteligência artificial, refletindo a prioridade das empresas em proteger dados — especialmente após a implementação da LGPD.
Estima-se que há um déficit de mais de 600 mil profissionais na América Latina. No mundo, esse número ultrapassa 3,4 milhões de vagas abertas.
Como é a formação em Segurança da Informação
O curso de segurança da informação prepara profissionais para proteger dados, sistemas e redes. A formação existe como curso técnico, tecnólogo ou graduação. O conteúdo inclui:
- Redes de computadores
- Criptografia
- Análise de riscos
- Testes de invasão (pentest)
- Ética e legislação digital
Para se tornar analista de segurança da informação, recomenda-se a graduação em Ciência da Computação, Sistemas de Informação ou tecnólogo em Segurança da Informação. Além da formação, certificações como CompTIA Security+, CEH, ISO/IEC 27001 e CISSP são altamente valorizadas no mercado.
Carreiras em Segurança da Informação: as profissões mais procuradas
Analista de Segurança da Informação
É a principal porta de entrada na área. Esse profissional é responsável por gerenciar a segurança de dados e informações sensíveis, estabelecendo políticas de segurança e protegendo a empresa de ataques cibernéticos.
Segundo a Robert Half, os salários para analistas variam de R$ 6.100 (júnior) a R$ 19.300 (sênior).
O cargo registrou aumento de 15,79% nas contratações formais entre 2025 e 2026, conforme dados do CAGED.
Especialista em Cibersegurança
Atua em estratégias avançadas de defesa, prevenção de ataques e gestão de riscos digitais. Os principais pilares de atuação incluem segurança ofensiva (Red Team), defensiva (Blue Team) e a integração de ambas (Purple Team), além de governança, risco e compliance (GRC).
O cargo de Especialista em Segurança da Informação está com altíssima demanda, com crescimento de 15,79% nas contratações no último período analisado pelo CAGED.
Pentester (Testador de Invasão)
Simula ataques reais para identificar falhas antes que agentes mal-intencionados as explorem. É uma das funções mais técnicas e valorizadas da área. Exige conhecimento aprofundado em sistemas, redes e ferramentas específicas de teste.




