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Solicitação da PF para convocar 1.456 excedentes é negada: Governo mantém limite de 1.000 nomeações do concurso

MGI nega convocação de 1.456 excedentes da PF; saiba o que muda para os aprovados e quais cargos seriam contemplados

Por Yasmin Santos· 6 min de leitura
Policiais federais em treinamento durante o concurso da Polícia Federal.
MGI nega pedido da PF para convocar excedentes em concurso. Fonte: Notícias Concursos.

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1.456 aprovados no concurso da Polícia Federal ficaram fora da lista de convocação. O Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) negou o pedido da corporação para ampliar as nomeações — e o governo federal manteve o limite já anunciado de 2 mil vagas no total.

Para quem aguardava na fila de excedentes, a notícia chegou como uma desilusão. A Polícia Federal havia formalizado a solicitação junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com o objetivo de ampliar o número de convocações e reforçar o efetivo da instituição. Mas o aval não veio.

Com a negativa, o concurso PF segue seu planejamento original: mil vagas imediatas já previstas no edital e mais mil nomeações ao longo deste ano — totalizando 2 mil convocações.

O que a PF pediu no concurso PF e por que foi negado?

A solicitação da Polícia Federal ao MGI

A proposta da Polícia Federal previa um reforço significativo no quadro de pessoal, com a convocação de 1.456 aprovados além das vagas iniciais do edital.

De acordo com a minuta elaborada pela corporação, as vagas seriam distribuídas entre todos os cargos da área policial, com destaque para o posto de agente, que concentraria a maior parte das convocações.

Confira abaixo a divisão prevista no documento elaborado pela PF:

Cargo Vagas solicitadas
Agente de Polícia Federal 863
Escrivão de Polícia Federal 307
Delegado de Polícia Federal 237
Perito Criminal Federal 32
Papiloscopista Policial Federal 17
Total 1.456

O cargo de agente concentrava a maior parte do pedido — 863 vagas, quase 60% do total solicitado.

Por que o pedido dependia de decreto presidencial

O pedido ultrapassava o limite legal de nomeações adicionais permitido automaticamente em concursos públicos. Por isso, dependia da edição de um decreto presidencial para ser viabilizado — etapa que não avançou com a negativa do MGI.

A Polícia Federal justificava a solicitação com base na necessidade de recomposição do efetivo e no aumento das demandas operacionais em todo o país.

Concurso PF: o que está mantido para 2026

As 2 mil nomeações confirmadas

Mesmo com a negativa, o planejamento original do concurso segue mantido. A seleção ofertou mil vagas imediatas e tem a previsão de convocação de mais mil aprovados ao longo deste ano.

Esse modelo já havia sido confirmado pelo próprio governo e pela direção da Polícia Federal, que trabalham com a formação escalonada de novos policiais.

Convocações em duas etapas

Segundo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, a expectativa é de que as convocações ocorram em duas etapas, permitindo que a PF alcance o preenchimento total do seu efetivo atual.

Cronograma da Academia Nacional de Polícia

O planejamento também está alinhado ao cronograma da Academia Nacional de Polícia, que prevê a realização do curso de formação em fases ao longo deste ano. Isso significa que as nomeações não acontecem todas de uma vez — as turmas são formadas de forma escalonada, respeitando a capacidade operacional da academia.

Ainda há chance de novas convocações?

Apesar da negativa, a possibilidade de novas convocações não está completamente descartada, embora dependa de novas tratativas e, principalmente, de autorização orçamentária.

Nos bastidores, a própria Polícia Federal já demonstrou interesse em ampliar o efetivo. Estudos internos indicam, inclusive, a necessidade de dobrar o número de servidores para atender às demandas da instituição.

Representantes de entidades de classe chegaram a apontar um cenário favorável à convocação de excedentes, diante da carência de pessoal e da capacidade da Academia Nacional de Polícia para formação de novas turmas.

No entanto, sem o aval do governo federal, qualquer ampliação no número de nomeações segue condicionada a novos atos administrativos.

Agente da Polícia Federal com colete identificado, em frente a um veículo da corporação.
Limite de nomeações no concurso da PF segue em 1.000, diz governo. Fonte: Agência Brasil.

A situação do efetivo da PF: menos de 13 mil policiais

O problema de fundo é real e vai além do concurso. Em declaração pública, o diretor-geral da corporação deixou claro o tamanho do desafio:

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“Em relação ao efetivo, nosso quadro ainda é reduzido. Hoje somos menos de 13 mil policiais e contamos também com cerca de 2 mil servidores administrativos, que contribuem muito para a instituição. Estamos realizando um dimensionamento da força de trabalho, um estudo técnico conduzido pela nossa equipe, para definir o cenário ideal de pessoal”, afirmou o diretor Andrei Rodrigues.

Os números deixam claro por que a PF tentou ampliar as convocações: a corporação opera com um quadro de pessoal aquém das suas necessidades operacionais — e os estudos internos apontam a necessidade de dobrar o efetivo para cobrir as demandas do país.

Distribuição completa das mil vagas imediatas do concurso PF

O edital do concurso da Polícia Federal ofereceu mil vagas nos cinco cargos da área Policial, sendo todas para preenchimento imediato.

Confira a distribuição completa:

  • Agente de Polícia Federal: 630 vagas
  • Escrivão de Polícia Federal: 160 vagas
  • Delegado de Polícia Federal: 120 vagas
  • Papiloscopista Policial Federal: 21 vagas
  • Perito Criminal Federal – Área 1 (Contábil Financeira): 16 vagas
  • Perito Criminal Federal – Área 2 (Engenharia Elétrica/Eletrônica): 1 vaga
  • Perito Criminal Federal – Área 3 (Informática Forense): 24 vagas
  • Perito Criminal Federal – Área 5 (Geologia Forense): 5 vagas
  • Perito Criminal Federal – Área 7 (Engenharia Civil): 2 vagas
  • Perito Criminal Federal – Área 11 (Engenharia Cartográfica): 1 vaga
  • Perito Criminal Federal – Área 12 (Medicina Legal): 1 vaga
  • Perito Criminal Federal – Área 16 (Física Forense): 1 vaga
  • Perito Criminal Federal – Área 17 (Engenharia de Minas): 1 vaga
  • Perito Criminal Federal – Área 19 (Genética Forense): 1 vaga
  • Perito Criminal Federal – Área 20 (Engenharia Ambiental): 1 vaga
  • Perito Criminal Federal – Área 21 (Antropologia Forense): 1 vaga
  • Perito Criminal Federal – Área 22 (Meio Ambiente): 14 vagas

Requisitos para os cargos do concurso PF

Para qualquer um dos cargos, é necessário possuir diploma de ensino superior e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria mínima “B”.

  • Para agente, escrivão e papiloscopista, são aceitos diplomas em qualquer curso de graduação.
  • Para o cargo de delegado, o requisito é formação em Direito, além da comprovação de, no mínimo, três anos de prática jurídica ou experiência em atividade policial.
  • Para o cargo de perito criminal federal, será exigida graduação em áreas específicas, conforme estabelecido no edital.

As admissões na PF ocorrerão sob o regime estatutário, o que garante estabilidade ao servidor público.

Salários do concurso PF em 2026: quanto ganha cada cargo

Remuneração atualizada

Os cargos de agente, escrivão e papiloscopista proporcionam salários iniciais de R$ 15.164,81. Já as funções de delegado e perito contam com vencimentos que chegam a R$ 28 mil.

A partir deste ano, as remunerações passam a contar com os seguintes valores atualizados:

Cargo Remuneração 2026
Agente, Escrivão e Papiloscopista R$ 15.710,10
Delegado e Perito Criminal Federal R$ 28.831,70

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Yasmin Santos

Escrito por

Yasmin Santos

Graduada em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), redatora do Grupo Sena Online

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