Por 8 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que é inconstitucional o pagamento de benefícios extras em anos eleitorais, como é o caso de 2024. A medida começa a valer a partir de agora e pode impactar a vida de milhões de brasileiros que se encontram em situação de vulnerabilidade social.
A decisão gerou polêmica nas redes sociais, e muitos usuários passaram a ficar com medo de perderem benefícios importantes, como é o caso do Bolsa Família, do Auxílio-gás nacional e da Tarifa Social de Energia Elétrica, por exemplo. Mas quais benefícios podem de fato ser ser interrompidos nesse momento?
A legislação atual
Em regra geral, o Brasil não permite que governos comecem a pagar novos benefícios sociais em anos eleitorais. Essa é uma regra que tem como objetivo fazer com que pessoas que estejam no poder não utilizem a máquina pública para tentar ganhar voto.
Essa regra só não deve ser aplicada quando o país estiver sobre efeito de um período de calamidade pública ou de emergência. Nesse caso, o governo em vigência pode criar novos benefícios sociais mesmo às vésperas de uma eleição
O que o STF decidiu?
Em primeiro lugar, é importante lembrar que a decisão do STF ocorreu após ação do partido Novo. A solicitação tinha relação com a aprovação da PEC Kamikaze, aprovada ainda em 2022 pelo congresso nacional.
A PEC kamikaze tinha como argumento a ideia de que o país estava sobre estado de emergência por causa do aumento dos preços dos combustíveis. Assim, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) conseguiu o direito de pagar benefícios sociais extras em pleno ano eleitoral.
Naquela ocasião, o governo federal começou a pagar benefícios novos como o auxílio-taxista e o auxílio-caminhoneiro.
“Caso esta Corte entenda que a inconstitucionalidade está atrelada à liberdade do voto, pede-se que se reconheça a inconstitucionalidade da incidência da norma antes do processo eleitoral […]. O grave risco imposto à legitimidade e normalidade do processo eleitoral, em si, justificaria a medida cautelar”, pedia o partido.




