O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou por meio de um parecer técnico a suspensão imediata do consignado do Auxílio Brasil dentro da Caixa Econômica Federal. A recomendação acontece depois que mais de 700 mil usuários já solicitaram o saldo do benefício. O Tribunal estava analisando o caso desde o dia 18.
Recentemente, a Defensoria Pública da União, ligada ao Tribunal (DPU-TCU), pediu a análise do pedido de suspensão do consignado. Na ocasião, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado argumentou que aparentemente a Caixa Econômica Federal só teria liberado o consignado nos últimos dias para tentar mexer na disputa presidencial, ajudando o atual presidente Jair Bolsonaro (PL).
Com a recomendação do TCU, a Caixa Econômica Federal deverá explicar o motivo da liberação do consignado em pleno segundo turno das eleições presidenciais. Há um temor entre os agentes do Tribunal de que a liberação do consignado nas atuais condições tenham um potencial de criar um problema para a saúde financeira do banco.
Segundo o parecer do Tribunal, o banco tem um período de cinco dias úteis para enviar uma explicação sobre o caso. Publicamente, a Caixa não vinha se pronunciando sobre esta situação. Em declarações recentes, a presidente da instituição, Daniella Marques, vinha dizendo apenas que a liberação do consignado no segundo turno não teria qualquer relação com as eleições.
Oficialmente, o consignado foi liberado para usuários do Auxílio Brasil e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) no último dia 10 de outubro. No caso específico da Caixa Econômica Federal, as liberações começaram no dia 11. Além deste banco, outras 11 instituições financeiras estão aptas para operar o crédito.



