O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou mais de 101 milhões de erros no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Trata-se de um dos sistemas que o Governo Federal usa para definir processos de concessão de benefícios sociais. Os dados da auditoria foram revelados ainda nesta terça-feira (31), pelo jornal O Globo.
Segundo o TCU, a alta quantidade de erros preocupa neste momento, porque eles podem gerar uma série de pagamentos indevidos de programas sociais. Neste caso, os benefícios que poderiam registrar falhas seriam a aposentadoria, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente, auxílio a indígenas, auxílio-doença e a pensão por morte.
De acordo com dados oficiais, o CNIS conta com mais de 446 milhões de cadastros de cidadãos brasileiros. O número é maior do que o da população brasileira. O Governo explica que alguns perfis estão duplicados e também há os registros das pessoas que já morreram. O TCU identificou erros das mais variadas naturezas nesta auditoria.
Um dos mais comuns foi a falta de cadastro de um CPF junto ao nome do cidadão. Além disso, também há casos de divergências de informações como o nome da mãe e do pai, por exemplo. O TCU explica que há situações em que apenas um único perfil registra mais de um erro. Assim, a quantidade de inconsistências identificadas foi de mais de 101 milhões.
O TCU explica ainda que chegou ao número sem precisar analisar todos os mais de 400 milhões de perfis registrados. Eles consideraram uma amostra de pouco mais de 300 mil Números de Identificação do Trabalhador (NIT) que foram escolhidos aleatoriamente. A partir daí, eles chegaram em uma estimativa do número de erros.
Impacto nos benefícios
A investigação do TCU sobre o tema teve início ainda no mês de junho do ano passado. A conclusão das informações foi oficialmente enviada para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O documento chegou à autarquia no dia 16 de maio, conforme informações do jornal O Globo.



