Recentemente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad anunciou uma nova proposta que indica mudanças na cobrança do Imposto de Renda no país. De uma maneira resumida, é possível dizer que a ideia é elevar a cobrança dos mais ricos e diminuir a cobrança para os mais pobres.
Desde que esse anúncio foi feito, integrantes do mercado financeiro começaram a criticar o governo federal. Existe um temor por parte desses agentes de que essa medida possa prejudicar a economia do país, sobretudo do ponto de vista fiscal.
O Ministério da Fazenda, por sua vez, indica que não existiria um problema do ponto de vista fiscal porque para elevar a isenção do imposto de renda para os mais pobres, o ministério planeja elevar para os mais ricos, o que poderia compensar a defasagem dentro do orçamento.
Seja como for, o fato é que o governo federal certamente vai ter muitas dificuldades para conseguir aprovar esse projeto no Congresso Nacional. Diante disso, o poder executivo já está trabalhando em uma nova estratégia inusitada para tentar reverter o cenário.
A estratégia do governo federal
Neste exato momento, o governo federal tem um conteúdo publicitário pronto para tentar mobilizar a sociedade em torno do projeto que eleva faixa de isenção de imposto de renda para R$ 5 mil.
O governo espera que a campanha ganhe adeptos por todo o Brasil por meio de influenciadores e artistas, e de personagens comuns. Seria algo semelhante ao que aconteceu recentemente em um projeto que altera a jornada de trabalho no Brasil.
A PEC que propõe acabar com a escala 6 x 1 ganhou adeptos em todo o país, e fez vários brasileiros pressionarem os seus deputados a assinarem a medida. O poder executivo acredita que pode fazer a mesma coisa com o projeto de elevação da isenção do Imposto de Renda.
Quando essa campanha começa? Certamente não agora. A expectativa de membros do próprio governo federal é de que o projeto que eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda comece a ser analisado no Congresso Nacional apenas no início do ano que vem.




