O Governo não esconde de ninguém o seu plano para o novo Bolsa Família. O programa, que deve entrar em cena em novembro, deve se chamar Auxílio Brasil e vai ter um aumento no número de usuários e também no valor médio de pagamentos. Isso já não é mais segredo para ninguém. No entanto, é preciso saber que isso pode mudar.
De acordo com um estudo do Ministério da Cidadania, o aumento do projeto pode ser bem menor do que se espera. Isso vai acontecer se o Congresso Nacional não conseguir aprovar a PEC dos precatórios. É o documento que permite o parcelamento das dívidas do Planalto e consequentemente abre caminho para o Bolsa Família turbinado em 2022.
Caso a aprovação aconteça, o plano do Governo Federal é aumentar o valor médio dos pagamentos dos atuais R$ 185 para algo em torno de R$ 300. Além disso, o número de usuários poderia subir dos atuais 14,6 milhões para 17 milhões de brasileiros. Mas isso tudo dentro de um cenário perfeito para o poder executivo.
E se a aprovação da PEC não acontecer. Neste caso, o aumento no valor do programa seria de apenas R$ 8,51. Isso quer dizer portanto que o projeto passaria dos atuais R$ 185 para algo em torno de R$ 194,45. Seria portanto um nível muito mais baixo do que o Presidente Jair Bolsonaro está prometendo.
E não pararia por aí. O número de novos usuários também cresceria bem menos. De acordo com um estudo do próprio Ministério da Cidadania, o Governo só poderia inscrever mais 39 mil pessoas no programa no próximo ano. Seria uma elevação dos 14,6 milhões de indivíduos para os mesmos 14,6 milhões. Uma variação portanto quase nula.



