Em pronunciamento recente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad anunciou o tão esperado e polêmico pacote de corte de gastos. Esse é o documento que estabelece uma série de previsões de reduções em despesas de programas sociais, previdenciários e trabalhistas.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), por exemplo, foi um dos alvos. Dentro do pacote de corte de gastos apresentados por Haddad, existe a possibilidade de mudanças no sistema de inserção de novos usuários.
O anúncio gerou muita polêmica por parte da bancada de esquerda do Congresso Nacional. Parlamentares do PT, por exemplo, chegaram a dizer publicamente em suas redes sociais que não vão aprovar a medida caso ela não passe por alguma mudança.
Dentro da sociedade brasileira, a resistência também foi sentida, sobretudo entre os usuários do BPC. Muitos deles acreditam que as mudanças podem dificultar o acesso ao benefício no decorrer dos próximos anos. Diante de toda essa pressão, o governo federal decidiu se pronunciar.
Recuo do governo sobre BPC
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, indicou nesta terça-feira (10), que o governo federal pode rever as mudanças propostas no BPC.
Ele reconheceu que a medida enfrentou oposição significativa até mesmo da bancada do PT, e frisou que a resistência também vem partindo de bancadas de outras siglas de esquerda.
Após se reunir com parlamentares, ele sinalizou a possibilidade de ajustes pontuais na proposta. Segundo o secretário, essas modificações podem ser feitas sem comprometer o impacto fiscal planejado inicialmente pelo governo federal.
“O BPC tem uma preocupação da bancada do PT, que a gente entendeu e vai internalizar. A depender de como for, talvez seja possível fazer um ajuste ou outro menor para que a gente destrave a votação”, afirmou Durigan, após encontro com a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).




