Muitos trabalhadores já estão olhando para o calendário de abril com uma dúvida prática: a quinta-feira santa dá direito a folga? A resposta é não — e saber disso com antecedência faz toda a diferença para evitar desconto no salário ou problemas com o empregador.
Com a Semana Santa chegando, a confusão é comum. Apenas a sexta-feira da Paixão — que em 2026 cai em 3 de abril — é considerada feriado nacional. A Quinta-Feira Santa, no dia 2, é um dia útil normal. Entender essa diferença é o primeiro passo para planejar bem os dias de descanso sem surpresas na folha de pagamento.
O que diz a lei sobre a quinta-feira santa
Quinta-feira Santa não é feriado nacional
A regra está prevista na Lei nº 9.093/1995, que trata dos feriados civis e religiosos. Mesmo sendo uma data importante para cristãos, a quinta-feira não garante folga automática.
Pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a regra geral é que não haja expediente em feriados, com exceção de atividades essenciais ou autorizadas por lei ou norma coletiva, como setores da indústria e do comércio. Assim, para trabalhadores com carteira assinada, a folga obrigatória se aplica apenas à sexta-feira.
Ponto facultativo: o que muda na prática
A Quinta-Feira Santa geralmente é um dia útil, mas alguns locais decretam ponto facultativo. No Rio de Janeiro, por exemplo, tanto a prefeitura quanto o governo estadual adotaram essa medida nas repartições públicas. No setor privado, a liberação depende da decisão das empresas.
Pontos facultativos são dias em que o governo indica que o funcionamento pode ser suspenso, mas isso não é obrigatório. Órgãos públicos e empresas podem decidir se vão funcionar ou não.
A empresa pode liberar o funcionário na quinta-feira santa?
Setor privado: não há obrigação legal
Empresas privadas podem liberar os funcionários na Quinta-Feira Santa por decisão própria ou acordo coletivo. Não há obrigação legal federal de compensação porque o dia não é feriado nacional. Se a empresa optar por dar folga, as regras de compensação devem constar em acordo coletivo ou política interna.
Caso não haja dispensa, o trabalhador pode negociar a ausência com o empregador, seja por compensação de horas, banco de horas ou outro tipo de acordo. A recomendação é formalizar a negociação por escrito ou via convenção coletiva.
O que acontece se o trabalhador faltar sem justificativa
Quem pensa em simplesmente não aparecer na quinta-feira precisa entender as consequências. Se o empregado faltar na quinta-feira sem justificativa legal, sofrerá desconto do dia no salário e terá o desconto correspondente no descanso semanal remunerado. A depender do impacto que a falta injustificada causar ao empregador, o empregado poderá ser punido com sanção disciplinar — advertência ou suspensão, sempre por escrito.
Sexta-feira Santa: quais são os direitos do trabalhador
Feriado nacional garante folga — mas há exceções
A Sexta-Feira Santa em 2026 ocorre no dia 3 de abril. A data garante, em regra, o direito ao descanso dos trabalhadores. No entanto, há exceções previstas na legislação trabalhista. Empresas podem funcionar normalmente nesse dia, desde que respeitem as regras da CLT e eventuais convenções coletivas.




