O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, rebateu que tenha sido realizado em um golpe para tirar a ex-presidente Dilma Rousseff na época do impeachment. “A grande golpista foi a Dilma”, declarou o ex-deputado federal. “Deu um golpe no Lula para não deixar ele ser candidato”, completou. A entrevista foi concedida para a CNN na noite deste domingo (16).
Ele teve a prisão revogada no início deste mês, mas já cumpria prisão domiciliar a carca de um ano, devido a pandemia da Covid-19. Preso em 2016 essa foi a primeira entrevista depois deste período.
Ele ainda se defendeu que o processo seguiu as regras legais, com embasamento para tal. “O impeachment é um processo jurídico-político, é um conjunto da obra. Se não tivesse a razão jurídica, seria muito difícil você dar curso, e eu não daria curso.”
“No caso da Dilma, não foi nem propriamente as pedaladas fiscais, [que provocou] o resultado. Dilma, na realidade, praticou atos violando a lei orçamentária, emitiu decretos violando a lei orçamentaria Efetivamente, praticou crime de responsabilidade. Estava no segundo mandato, em uma reeleição em que ela saiu com as pessoas já pedindo o impeachment dela, antes que ela assumisse o segundo mandato. Ganhou uma eleição com gosto de derrota”, explicou.
Ele ainda comentou a perda de apoio político da Dilma, por não conseguir realizar tudo que tinha se comprometido. “Tudo que ela pregou teve que fazer exatamente o contrário, e a sociedade não se conformava. No período do primeiro ano do governo Dilma, a queda de PIB é igual ao tamanho da pandemia agora”.



