Nos dias de hoje, a cibercriminalidade está em constante evolução, e os criminosos sempre encontram maneiras inovadoras de explorar as vulnerabilidades das pessoas.
Recentemente, uma nova estratégia preocupante veio à tona: o uso de CPFs reais para dar credibilidade aos golpes via SMS. Em suma, esse método visa enganar as vítimas e convencê-las a divulgar informações pessoais e financeiras, colocando suas contas bancárias e cartões de crédito em risco. Confira como os golpistas estão executando essa tática!
Origens do golpe e utilização de CPFs verdadeiros
Os criminosos por trás desses golpes estão obtendo os CPFs das vítimas a partir de vazamentos de dados. Com essas informações em mãos, eles orquestram uma série de ações enganosas, enviando mensagens via SMS que aparentam ser de centrais de atendimento 0800.
No entanto, esses números são comuns e frequentemente associados a bancos legítimos, o que faz com que as vítimas confiem na autenticidade das mensagens. A novidade nesse cenário é a aplicação dos CPFs reais das vítimas em golpes por SMS.
Embora o uso de informações pessoais em tentativas de fraude não seja algo novo, os especialistas da Kaspersky, uma renomada empresa global de cibersegurança e privacidade digital, afirmam que essa é a primeira vez que esse método específico é observado em golpes por SMS.
Mecanismo do golpe e táticas empregadas
O processo do golpe começa quando a vítima recebe uma mensagem SMS no seu celular, supostamente de um número curto, conhecido como “short-code”. Desse modo, o conteúdo da mensagem varia, mas geralmente envolve situações urgentes, como uma suposta penhora ou uma transação não autorizada na conta bancária.
Contudo, o fator crítico aqui é o uso do CPF da vítima, que é destacado na mensagem e, em seguida, é solicitado que ela entre em contato com um número 0800 para resolver o suposto problema. No entanto, ao ligar para o número fornecido, a vítima inadvertidamente fornece informações sobre sua conta e agência, possibilitando que os criminosos acessem suas informações financeiras.
Em seguida, os golpistas solicitam o número do cartão de crédito da vítima, alegando que precisam cancelar os cartões envolvidos na suposta transação não autorizada. Contudo, uma tática adicional comumente usada é questionar se a vítima possui algum tipo de autenticação de segurança temporária ativada.



